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Homem de Nova York é culpado por atuar como agente não registrado da China

Homem de Nova York é considerado culpado de atuar como agente não registrado da China, ligado a uma suposta estação policial secreta em Manhattan

Lu Jianwang waits to enter a federal courthouse in New York on 6 May 2026.
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  • Lu Jianwang, de sessenta e quatro anos, foi considerado culpado em tribunal federal de Brooklyn por atuar como agente não registrado do governo chinês, após abrir o que as autoridades chamam de “polícia secreta” em Chinatown, Manhattan, em 2022.
  • Os promotores dizem que ele não informou à Justiça norte-americana que era um agente chinês e que ajudou a localizar um opositor pró-democracia que vive na Califórnia.
  • Lu foi preso em abril de 2023 e enfrentava três acusações criminais; o veredito saiu após julgamento de uma semana, com pena possível de até trinta anos de prisão.
  • Um dos coacusados, Chen Jinping, se declarou culpado em 2024 por conspirar para agir como agente chinês não registrado.
  • O caso acompanha investigações do Departamento de Justiça sobre repressão transnacional de adversários na internet, após denúncias de redes que relataram “centros” fora da China que pressionam fugitivos a retornar ao país; a China classifica as acusações como fabricadas.

Lu Jianwang, 64 anos, foi considerado culpado nesta quarta-feira por atuar como agente não registrado do governo chinês. Ele é acusado de operar um que a acusação chama de “estação policial secreta” em Chinatown, Manhattan, a mando de Beijing, em 2022.

Os promotores federais em Brooklyn afirmam que ele deveria ter informado o procurador-geral dos EUA sobre sua ligação com a China ao ajudar a abrir a chamada estação policial. Também dizem que ele ajudou o governo chinês a localizar um ativista pró-democracia morando na Califórnia.

Lu foi preso em abril de 2023, após ter se declarado inocente das três acusações de crime grave: conspiração para atuar como agente estrangeiro não registrado, atuação como agente da China sem registro e obstrução de justiça. O júri levou uma semana para chegar ao veredito.

A acusação sustenta que o centro funcionava a partir de um imóvel comercial simples na Chinatown, com Lu gerenciando operações voltadas a cidadãos chineses que precisavam renovar documentos. Não houve alegação de dano aos ativistas.

A defesa sustenta que Lu abriu o centro para facilitar serviços a cidadãos chineses impedidos de viajar devido à pandemia, sem ordem da China, e que ele não recebia instruções oficiais do governo chinês.

Contexto do caso e reações

O Departamento de Justiça tem ampliado investigações sobre suposta repressão transnacional de países adversários, incluindo China e Irã, para intimidar opositores nos EUA. A polícia federal destacou o compromisso de expor operações clandestinas de potências estrangeiras.

O governo chinês classificou as acusações como fabricadas e afirmou que há centros fora da China geridos por voluntários locais, não por policiais chineses, oferecendo serviços como renovação de documentos. Beijinho também destacou que não houve violência associada ao caso.

Chen Jinping, coacusado, reconheceu culpa em 2024 por conspiração para atuar como agente chinês não registrado. As ações ocorreram após relatório de 2022 da Safeguard Defenders, que publicou evidências sobre supostas estações de serviço no exterior ligadas à polícia chinesa.

O veredicto em Brooklyn ocorre pouco tempo após um caso relacionado em Arcadia, Califórnia, em que uma ex-funcionária municipal admitiu ter atuado como agente ilegal da China. Seja qual for o desfecho, o Judiciário segue monitorando atividades associadas a pressões políticas no exterior.

*Contribuição da Reuters*

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