- Solar do Unhão é um complexo do século XVII em Salvador, sobre a Baía de Todos os Santos, que hoje abriga o Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA).
- O conjunto foi construído para funcionar como engenho de açúcar e residência aristocrática, com paredes grossas de pedra para resistir às marés.
- A restauração de Lina Bo Bardi, na década de 1960, preservou a estrutura bruta e adaptou os interiores para exposições de arte.
- O IPAC gerencia o espaço, mantendo o Parque das Esculturas à beira do píer acessível ao público.
- O lugar também é conhecido pelo pôr do sol na Baía de Todos os Santos, atraindo visitantes com programação cultural, como jazz ao vivo.
O Solar do Unhão, originado no século XVII, fica na Baía de Todos os Santos, em Salvador. Hoje abriga o Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA), instalado em um conjunto colonial construído para engenho de açúcar e moradia aristocrática. As fundações de pedra resistem à maré e à umidade do litoral.
A arquitetura do complexo é marcada pela engenharia colonial portuguesa, com paredes robustas e elementos como casa-grande, capela, galpões e aqueduto. Na década de 1960, a arquiteta Lina Bo Bardi liderou uma restauração que preservou o traço rústico e adaptou os interiores para exposições de arte.
Situado em uma das áreas históricas de Salvador, a Avenida Contorno, o Solar do Unhão ganhou relevância como polo cultural. O MAM-BA administra o espaço, mantendo o parque de esculturas ao longo do píer e cuidando da conservação frente à corrosão marítima.
O museu reúne obras de grandes nomes como Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti e Rubem Valentim. Exposições temporárias dialogam com ancestralidade e cultura afro-brasileira, sob gestão do IPAC, órgão responsável pela proteção do patrimônio baiano.
Além da arte, o local cativa pelo pôr do sol sobre a Baía de Todos os Santos. Os visitantes costumam apreciar o espetáculo a partir do píer de pedra e do restaurante do museu, com música ao vivo em alguns dias, criando uma linguagem comum entre cultura, história e natureza.
O Solar do Unhão é visto como um exemplo de transformação do espaço colonial em um polo de cultura contemporânea. Do passado ligado ao açúcar à expressão artística atual, o conjunto continua a mostrar a relação entre memória, arquitetura e vida pública em Salvador.
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