- Arthur Cortines Laxe, 18 anos, ficou cego do olho direito após ser atingido por tiro de borracha disparado por policial militar, depois do clássico Flamengo x Vasco no Maracanã, em 3 de maio.
- Nesta quinta-feira, 14 de maio, ele registrará boletim de ocorrência na Polícia Civil, iniciando ação judicial contra o estado do Rio de Janeiro.
- Advogados afirmam que houve violação de protocolos de segurança e disparo ilegal de munição de impacto direto ao rosto, sem oferecimento de socorro.
- A ação pede que o estado arque com cirurgias de reconstrução facial, exames e próteses, além de indenização por danos morais e estéticos e pensão mensal vitalícia.
- O episódio ocorreu próximo à ala sul do estádio, após confusão envolvendo roubo de celular; Arthur foi levado ao Hospital Souza Aguiar e depois transferido para a Casa de Saúde São José para cirurgia.
Arthur Cortines Laxe, de 18 anos, foi atingido por um tiro de borracha disparado por policial militar após o clássico entre Flamengo e Vasco no Maracanã, no dia 3 de maio. Ele perdeu a visão do olho direito e decidiu acionar o Estado do Rio de Janeiro na Justiça. A abertura de boletim de ocorrência está prevista para esta quinta-feira, 14 de maio, na Polícia Civil.
Segundo a defesa, houve atuação irregular dos policiais durante a operação. O comunicado dos advogados afirma que houve violação de protocolos de segurança, com o disparo de munição de impacto direto ao rosto da vítima, a curta distância. O relato também aponta ausência de atendimento imediato por parte dos agentes após o ocorrido.
Arthur está sob cuidados médicos desde o episódio. Ele foi levado ao Hospital Souza Aguiar e, na sequência, transferido para a Casa de Saúde São José para cirurgia plástica, conforme informações da família. O processo judicial irá exigir que o Estado repare as cirurgias, exames e próteses necessários para reconstrução facial.
Ação judicial e demandas
A ação deve incluir indenização por danos morais e estéticos, além de pensão mensal vitalícia, para suprir a perda irreversível da visão do olho direito. Os advogados sustentam que a medida busca assegurar amparo financeiro definitivo diante da limitação persistente da capacidade laboral de Arthur.
A família informou que não houve contato de representantes do governo estadual desde o incidente. O caso ocorreu na região da ala sul do Maracanã, logo após a partida da rodada 14 do Campeonato Brasileiro, quando Arthur ficou cercado por agentes durante uma confusão iniciada após um tentativo de furto de celular.
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