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Brasil não tem presença geopolítica proporcional ao seu potencial

Painel no São Paulo Innovation Week aponta necessidade de ampliar exportação de cultura para fortalecer a presença geopolítica do Brasil

‘Soft power’: ‘Não temos uma presença geopolítica proporcional ao potencial do Brasil’
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  • Painel Brasil: o poder do soft power e as vozes que moldam a nação ocorreu na quinta-feira, 14, durante o São Paulo Innovation Week.
  • Paula Vialta, mediadora, afirmou que o Brasil exporta ritmos musicais e arquitetura modernista, mas não tem presença geopolítica proporcional ao seu potencial.
  • O conceito de soft power é a capacidade de promover valores e ideias para influenciar sem usar força, conforme definição apresentada no debate.
  • Igor Coelho, fundador do Flow Podcast, destacou que o Brasil é visto de forma positiva nas redes sociais, mas é preciso avançar para que a cultura seja realmente utilizada globalmente.
  • Os participantes defendem sair do “viralatismo estrutural” para ampliar a exportação da cultura brasileira e aumentar sua presença internacional.

O Brasil pode ampliar a exportação de cultura sem recorrer a estratégias militares, afirmou o painel Brasil: o poder do soft power e as vozes que moldam a nação, realizado nesta quinta-feira, 14, no São Paulo Innovation Week. O evento é promovido pelo Estadão em parceria com a Base Eventos.

O tema aborda o chamado soft power, a capacidade de influenciar por meio de cultura, ideias e valores, sem uso da força. Especialistas presentes destacaram que o país já exporta ritmos musicais e arquitetura, mas não possui presença geopolítica proporcional ao seu potencial.

Para o painel, a visibilidade externa depende de ações consistentes que conectem produção cultural a impactos na imagem e nas relações internacionais. A definição de soft power envolve conquistar adesões por meio de conteúdos e experiências.

Igor Coelho, fundador do Flow Podcast, ressaltou que o Brasil tem boa reputação nas redes, com interesse internacional em acompanhar produções brasileiras. A percepção global favorece o posicionamento do país na cultura digital.

Ainda segundo o painel, é necessário avançar para além do que é conhecido como viralatismo estrutural. A ideia é ampliar a participação de comunidades internacionais nos produtos culturais locais.

Victor Drummond, fundador da BPOM, explicou que o poder suave depende de ideias que demonstrem valores desejáveis sem recorrer a coercitividade ou conflito. A linguagem cultural pública é parte do esforço.

A mediação do debate ficou a cargo de Paula Vialta, especialista da Flow Palestras, que destacou a importância de alinhar políticas públicas, setor privado e creators para ampliar a presença cultural fora do país.

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