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Damián Ortega traz obras tridimensionais ao Masp e destaca a experimentação

Damián Ortega chega ao Masp (Museu de Arte de São Paulo) com a mostra Matéria e Energia, destacando a experimentação e obras tridimensionais em materiais do cotidiano

Damián Ortega chegou a passar temporada no Brasil antes de voltar ao País para exposição no Masp
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  • A exposição Damián Ortega: Matéria e Energia no Masp abre nesta sexta-feira, 15, às 10h, sendo a primeira panorâmica do artista mexicano na América do Sul, com mais de trinta anos de produção.
  • Destaque da mostra é Cosmic Thing, Fusca de 1989 desmontado, com mais de cem peças suspensas por cabos de aço; versão exposta foi produzida em 2002 e já circulou internacionalmente.
  • No primeiro subsolo, aparecem as instalações Controller of the Universe (2007) e Alma Mater (2008), a última formada por tijolos, argila, rochas vulcânicas vermelhas e pretas e pedras pomes, todas suspensas no espaço.
  • A mostra reúne cerca de trinta e cinco obras, que incluem esculturas, fotografias e vídeos, priorizando curiosidade, experimentação e uso de materiais do cotidiano.
  • Ocasionalmente ligado à cena brasileira, Ortega vive na Cidade do México; a mostra reforça o diálogo entre Brasil e México e inclui a peça Monster (2019), além de obras da coleção de artistas e instituições ao redor do mundo.

Damián Ortega traz ao Masp uma mostra que reúne mais de 30 anos de produção do artista mexicano, com obras tridimensionais, instalações e materiais do cotidiano. A exposição, intitulada Matéria e Energia, abre nesta sexta-feira (15), a partir das 10h, no Masp, em São Paulo.

A atração principal é Cosmic Thing, um Fusca de 1989 desmontado e suspenso por cabos de aço, ocupando grande parte do segundo subsolo. A montagem exibe mais de 100 peças, totalizando cerca de 600 quilos, em uma versão produzida especialmente para mostras, enquanto a peça original fica no acervo de LA.

Além do Fusca, duas instalações do primeiro subsolo ocupam o espaço: Controller of the Universe, de 2007, com ferramentas suspensas, e Alma Mater, de 2008, composta por tijolos, argila, rochas e pedras em suspensão. Ao todo, a mostra reúne 35 obras, que incluem esculturas, fotografias e vídeos, com interação do público.

Ortega prioriza a experimentação e o uso de matérias-primas comuns, que ele recolhe do cotidiano para reconstruir ou desconstruir sentidos. O artista destaca que a proximidade com objetos simples facilita leituras afetivas e reflexivas, ampliando a curiosidade do visitante.

A curadoria é assinada por Adriano Pedrosa, Rodrigo Moura e Yudi Rafael. A exposição fica em cartaz até setembro e tem alinhamento com a programação latino-americana do Masp. Em novembro, a mostra segue para o Centro Cultural La Moneda, em Santiago, no Chile.

Damián Ortega vive hoje na Cidade do México e mantém vínculos com o Brasil, onde já morou e criou obras, além de ter publicado livros sobre artistas brasileiros por meio de sua editora Alias. A mostra no Masp reforça esse diálogo entre as culturas e a visão do artista sobre o uso de materiais da vida cotidiana na arte.

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