- Independent foi transferida para o Pier 36, em Manhattan, num espaço de 70 mil pés quadrados, com 76 expositores e 26 estreias em Nova York; o local fica à beira do East River e a feira ganha mais espaço e ambição, com a arquitetura de SO–IL.
- A edição mira maior público e influência institucional; a edição anterior registrou cerca de vinte e cinco por cento de aumento no fluxo de visitantes.
- Destaques programáticos incluem a reencenação de TV Text & Image (PEOPLE WITH AIDS), de Gretchen Bender, pela Sprüth Magers, descrita como “teatro eletrônico”.
- Apresentações marcantes incluem Omar Mismar em SECCI com “Root and Branch” e Carrie Schneider em David Peter Francis, além de obras de Kim Stolz e Raphael Egil na YveYANG.
- Duplas e projetos notáveis aparecem em Kiang Malingue com Tseng Chien-Ying, e na parceria de Uffner & Liu com Bernadette Despujols e Sacha Ingber; SGR Galería destaca a instalação de Johan Samboni com tijolos de construção vermelhos.
Independent chega ao Pier 36 com espaço duplicado, no Lower East Side de Nova York. O novo pavilhão, de 70 mil pés quadrados, amplia expositores e ambições. A reforma mantém a curadoria como foco central. A arquitetura de SO–IL está presente em cada detalhe.
A feira registra expectativa de maior público e influência institucional. No ano passado houve aumento de 25% no fluxo de visitantes. Este ano, 76 expositores participam, sendo 26 estreias de artistas em Nova York.
A mostra segue com apresentações que priorizam artistas em ascensão e narrativas fora do circuito tradicional. O conjunto de obras promete ampliar leituras sobre história, política e memória.
SECCI
Omar Mismar estreia em Nova York com Root and Branch. Pinturas abstratas em banners de PVC reciclados contêm rachaduras e mapas apostos. Rótulos de protestos de 2019 aparecem em detalhes. Obras acompanham mosaicos em uma leitura pessoal.
David Peter Francis
Uma seção de Carrie Schneider ocupa canto da banca. Fotografias monumentais remetem a La Jetée, de Chris Marker. A peça transforma a banca em cinema, com narrativa que sugere um novo desfecho.
YveYANG
Kim Stolz e Raphael Egil apresentam obras de quase abstracionismo eficiente. Cavalos verdes com cauda de traços dinâmicos chamam a atenção. Pinturas geométricas pequenas funcionam como portais compactos.
Kiang Malingue
Tseng Chien-Ying expõe novas peças criadas em Taiwan e no 99 Canal. A prática aborda mitologia, poder e violência em expressões íntimas: mãos, orelhas e genitais contra a moldura. O efeito psicológico é intenso.
Silke Lindner
Nina Hartmann, de Miami para Queens, mostra novas caixas de luz em resina. Painéis saturados iluminam temas de projetos de inteligência governamental. A leitura exige atenção, com referências ao digital e ao institucional.
Uffner & Liu
Bernadette Despujols e Sacha Ingber exploram maternidade, migração e identidade nômade. Despujols usa pinturas texturizadas; Ingber apresenta uma mesa de backgammon e objetos que parecem casas. A relação entre moradia e afeto aparece.
SGR Galería
Em Bogotá, o uso de tijolos como meio artístico oferece leitura sobre pobreza e drogadição. Johan Samboni transforma tijolos vermelhos em figuras com títulos contundentes: Resistir, Colapsar, Abraçar. A obra dialoga com questões sociais complexas.
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