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Mulheres insatisfeitas com atendimento de saúde no Brasil, aponta estudo

Mulheres estão insatisfeitas com atendimento de saúde no Brasil, aponta estudo; 43,2% das menções são negativas e a confiança em médicos cai

Mulheres representam o maior grupo em busca por tratamentos de saúde no Brasil
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  • Estudo da Macfor aponta insatisfação de mulheres com atendimentos de saúde no Brasil, com avaliações majoritariamente negativas.
  • De mais de duzentos mil avaliações de pacientes da saúde privada, 215 mil foram de mulheres; 43,2% das menções à saúde feminina são negativas, 33% neutras e 23,8% positivas.
  • Nos últimos doze meses, 82,3% das brasileiras consultaram médico; 77% usaram medicamentos sem prescrição, índice três vezes maior que entre os homens.
  • Segundo o levantamento, até 2040 a estimativa é que 25% das mulheres em situação de saúde mais precária possa acrescentar US$ 1 trilhão por ano à economia mundial.
  • Análise aponta queda de credibilidade do marketing voltado à mulher, com 59% confiando mais em farmacêuticos e 54% buscando informações online; reforça a necessidade de evolução em comunicação e experiência.

Ao Brasil, um estudo recente aponta insatisfação.

A pesquisa, realizada pela Macfor, analisa dados do Data Lake Dolores Macfor, técnicas de social listening e mais de 260 mil avaliações de pacientes da saúde privada no país. Destas, 215 mil foram de mulheres, de todas as regiões.

Os resultados indicam que 43,2% das menções a saúde feminina são negativas, 33% neutras e 23,8% positivas. A partir disso, o levantamento aponta um descontentamento generalizado com o atendimento recebido.

Contexto e impactos

Atualmente, as mulheres representam uma parcela relevante do fluxo de consultas: 82,3% afirmaram ter procurado médico nos últimos 12 meses. Além disso, 77% usaram medicamentos sem prescrição, número superior ao observado entre homens.

Um estudo do World Economic Forum em parceria com o McKinsey Health Institute traz projeções de impacto econômico: até 2040, cerca de US$ 1 trilhão ao ano podem ser adicionados à economia global pela melhoria das condições de saúde feminina.

A pesquisa da Macfor destaca ainda que a confiança em profissionais de saúde tem recuado entre as mulheres, levando 59% a buscar orientações de farmacêuticos e 54% a buscar informações online antes de decidir sobre tratamentos.

Mudanças de percepção

O levantamento aponta que o marketing direcionado ao público feminino perdeu credibilidade, com parte das mulheres percebendo atendimentos como passivos ou estereotipados. Elas passam a considerar-se consumidoras bem informadas e exigentes.

O executivo responsável pela Macfor, Fabricio Macias, aponta que há defasagem entre dados sobre decisões femininas em saúde e a comunicação do mercado. Ele afirma que o setor precisa evoluir em produto, experiência e escuta ao consumidor.

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