- A PF afirmou que o grupo investigado no caso Banco Master continuou atuando após as fases iniciais da operação Compliance Zero, com novas evidências de atividades ilícitas.
- As informações apontam a continuidade de ações de dois núcleos: “A Turma” (ameaças e intimidações) e “Os Meninos” (ataques cibernéticos e monitoramento ilegal).
- A sexta fase da operação foi deflagrada em quinze de maio de dois mil e vinte e seis, autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.
- Treze recursos financeiros teriam sido negociados para manter as atividades, incluindo repasses de quatrocentos mil reais e pagamentos de até oitocentos mil reais.
- Entre os presos na nova fase estão Henrique Vorcaro e outros componentes, com a investigação também apontando tentativas de ocultação de provas e uso de linhas internacionais, além de apurar possíveis abusos de autoridades da Polícia Federal.
A Polícia Federal informou que o grupo investigado no caso Banco Master manteve atividades ilícitas mesmo após as fases ostensivas da operação Compliance Zero. A avaliação consta na decisão do ministro André Mendonça, do STF, que autorizou a 6ª fase da operação deflagrada em 14 de maio de 2026.
Segundo a PF, novos elementos indicam persistência das ações criminosas, com atuação dos grupos conhecidos como “A Turma” e “Os Meninos” depois das primeiras prisões de Vorcaro. A PF descreve “A Turma” como responsável por ameaças, intimidações presenciais, levantamentos clandestinos e acesso ilegal a informações sigilosas.
Ainda de acordo com a decisão, Henrique Moura Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, manteve contato com integrantes da estrutura investigada após as fases iniciais. Uma mensagem citada pela defesa aponta o recado de que ele dependia dos serviços do grupo, conforme os investigadores.
Relatos interceptados apontam que o grupo continuou recebendo recursos para manter as atividades, com registros de repasses de até 800 mil reais e negociações envolvendo valores na casa de centenas de milhares. A PF também aponta tentativas de ocultar provas e mudança de números de contato.
A investigação indica que integrantes do núcleo hacker “Os Meninos” atuaram para remover equipamentos, esvaziar imóveis e dificultar a apuração, após as fases anteriores. Mudanças de linhas telefônicas, uso de linha estrangeira na Colômbia e monitoramento digital aparecem entre as táticas descritas.
Entre os detidos na nova fase estão Henrique Vorcaro, David Henrique Alves, Victor Lima Sedlmaier, Rodrigo Pimenta Franco Avelar Campos, Manoel Mendes Rodrigues e Anderson Wander da Silva Lima, além de Sebastião Monteiro Júnior. Policiais federais também são alvo de apurações por consultas indevidas em sistemas internos da corporação.
Os investigadores trabalham crimes de organização criminosa, ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro, invasão de dispositivos e violação de sigilo funcional, buscando esclarecer a extensão das atividades ligadas ao Banco Master e aos seus desdobramentos.
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