- A SOP passa a se chamar Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina (SOMP); a renomeação foi publicada em 12 de maio de 2026 na The Lancet, com transição gradual até 2028.
- O novo nome reconhece o caráter hormonal, metabólico e sistêmico da condição, enquanto os critérios de diagnóstico e o tratamento permanecem válidos.
- A mudança corrige a ideia de que a condição seria apenas “cistos nos ovários”, destacando a relação com resistência à insulina, obesidade, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares.
- O processo foi internacional, coordenado pelo Global Name Change Consortium, com 56 organizações envolvidas e mais de 14 mil respostas em 14 anos; o Brasil participou pela SBEM.
- Para as pacientes, o diagnóstico continua válido, mas é apropriado discutir o quadro completo com a médica, incluindo componentes metabólicos e exames relevantes, com cuidado integrado entre áreas como endocrinologia, ginecologia, nutrição e suporte emocional.
A SOP deixa de ser chamada de SOP e passa a se chamar Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina (SOMP). A atualização foi publicada em 12 de maio de 2026 na revista The Lancet, após consenso internacional envolvendo várias organizações.
A mudança reconhece a natureza hormonal, metabólica e sistêmica da condição. Embora o novo nome já tenha ganhado espaço, os critérios de diagnóstico e os tratamentos atuais continuam válidos. A transição oficial ocorrerá de forma gradual até 2028.
O que mudou exatamente no nome
A Síndrome dos Ovários Policísticos passa a se chamar Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina (SOMP). A sigla em inglês é PMOS. O termo preserva a referência à ovulação e fertilidade, ao mesmo tempo em que enfatiza o metabolismo e a atuação de múltiplos hormônios.
Por que o nome foi alterado
O deslocamento busca corrigir a ideia de que a condição se resume a cistos ovarianos. O novo rótulo ressalta a resistência à insulina, obesidade, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares, ampliando o quadro para uma visão integrada.
Processo internacional e participação brasileira
A renomeação foi coordenada pelo Global Name Change Consortium, envolvendo 56 organizações e mais de 14 mil respostas. O Brasil participou pela SBEM, com atuação de Poli Mara Spritzer e de Alexandre Hohl, nomes da endocrinologia nacional.
O que isso significa para diagnóstico e tratamento
Na prática clínica, pouco muda a curto prazo. Os critérios de Rotterdam continuam válidos e o tratamento não foi reformulado. A mudança reforça uma abordagem integrada, conectando endocrinologia, ginecologia, nutrição e suporte emocional.
Impacto no cuidado da paciente
Para mulheres com SOP, a mudança traz validação de uma visão mais ampla da doença. O diagnóstico permanece, mas há incentivo para avaliar metabolismo e hormonalidade de forma conjunta, favorecendo estratégias preventivas e terapêuticas mais completas.
Próximos passos da implementação
A adoção plena do novo nome deve se consolidar até 2028, quando as diretrizes internacionais deverão incorporar oficialmente a nomenclatura SOMP. Enquanto isso, a sigla SOP seguirá amplamente em uso pelo público e pela prática clínica.
Fontes e contexto adicional
O consenso aponta que mais de 70% das mulheres com a síndrome ainda não recebem diagnóstico adequado. Dados internacionais embasaram a transição, que também reforça a necessidade de cuidado multidisciplinar para a saúde feminina.
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