- A Polícia Federal identificou dois núcleos ligados ao caso Banco Master: “A Turma” (intimidações presenciais, monitoramento de alvos e acesso a dados sigilosos) e “Os Meninos” (braço digital, ataques cibernéticos, invasões telemáticas, derrubada de perfis e monitoramento ilegal).
- Os núcleos atuavam de forma coordenada, contando com policiais federais da ativa e aposentados, além de operadores do jogo do bicho e outros colaboradores.
- A investigação aponta que Henrique Moura Vorcaro — pai de Daniel Vorcaro — seria articulador, solicitando serviços, financiando a estrutura e mantendo contato com integrantes mesmo após as primeiras fases da operação, com repasses de até R$ 800 mil.
- No núcleo hacker, David Henrique Alves seria o líder, com apoio de Victor Lima Sedlmaier e Rodrigo Pimenta Franco Avelar Campos; o grupo monitorava reputações on-line, derrubava perfis e ocultava evidências digitais.
- Além dos núcleos, a PF cita a participação de agentes públicos, como Anderson Wander da Silva Lima, Valéria Vieira Pereira da Silva e Francisco José Pereira da Silva, investigados por acesso irregular a sistemas e repasse de dados sigilosos.
A Polícia Federal concluiu a 6ª fase da operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira (14.mai.2026). A ação resultou na prisão de Henrique Moura Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, e de investigados identificados como integrantes de dois núcleos da organização investigada no caso Banco Master. Os núcleos são chamados pela PF de A Turma e Os Meninos.
Segundo a PF, as atividades dos núcleos eram coordenadas, com funções distintas. A Turma atuava com intimidações presenciais, monitoramento de alvos e obtenção ilícita de informações sigilosas. Os Meninos ficavam à frente das ações digitais, incluindo ataques cibernéticos, invasões e derrubadas de perfis.
O que são A Turma e Os Meninos
A Turma seria responsável por atividades presenciais de pressão, acesso a sistemas restritos e obtenção de informações sensíveis. Já Os Meninos operavam no campo digital, realizando ataques cibernéticos, monitoramento online e ocultação de evidências.
Lideranças e integrantes
Marilson Roseno da Silva é descrito pela PF como líder operacional. Henrique Moura Vorcaro, apontado como demandante e operador financeiro, manteria contato frequente com o grupo mesmo após fases anteriores da operação. Conversas interceptadas indicam repasses de valores e pagamentos que poderiam chegar a centenas de milhares de reais.
Atuação e contatos
Entre as evidências, a PF cita mensagens que sugerem continuidade da relação entre Vorcaro e os núcleos. Investigações apontam repasses de até 400 mil reais, com negociações de até 800 mil para manter as atividades do grupo.
O que os investigados enfrentam
A PF atribui aos investigados crimes como organização criminosa, ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro, invasão de dispositivos e violação de sigilo funcional. A operação também cita participação de agentes públicos na coleta e compartilhamento de informações.
Envolvimento de policiais e delegados
Entre os nomes citados estão o agente da PF Anderson Wander da Silva Lima, investigado por consultas indevidas a sistemas internos. A delegada Valéria Vieira Pereira da Silva e o agente aposentado Francisco José Pereira da Silva também são investigados por acesso irregular ao sistema e-Pol.
Desfecho e próximos passos
A PF não informou outras prisões além de Vorcaro e dos integrantes já identificados. A investigação segue para esclarecer a participação de outros envolvidos, o rito processual e as medidas de cumprimento de mandados.
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