- A exposição “Iris van Herpen: Sculpting the Senses” é uma retrospectiva de meio de carreira em o Brooklyn Museum, com novas peças, e fica em cartaz até 6 de dezembro.
- O conjunto mostra a evolução da designer holandesa, que desde 2010 usa impressão 3D em roupas—caso histórico foi a peça de Crystallization desenvolvida em parceria com o arquiteto Daniel Widrig.
- A mostra reúne trabalhos de várias áreas, incluindo artes plásticas, ciência e tecnologia, com peças criadas em colaboração com cientistas, artistas multidisciplinares e arquitetos.
- Entre as peças em exibição estão itens usados por celebridades, como looks da Lady Gaga, Björk e Beyoncé, além do vestido bolha de 2016 e roupas da coleção Sympoiesis.
- A exibição também apresenta uma reprodução do ateliê de van Herpen, com vídeos do processo de confecção projetados sobre rolos de tecido no espaço expositivo.
A Brooklyn Museum recebe a retrospectiva de Iris van Herpen, “Sculpting the Senses”, que reúne trabalhos da designer holandesa em meio de carreira. A mostra, inaugurada neste sábado, destaca a fusão entre artes manuais e inovações tecnológicas, com destaque para experimentos de impressão 3D, materiais biotecnológicos e referências científicas. A curadoria fica a cargo de Matthew Yokobosky, com Imani Williford, e inclui peças novas emprestadas de acervos museológicos e coleções da própria instituição.
Ao longo da exposição, Iris van Herpen apresenta 11 temas que exploram matemática, astronomia, neurociência, biologia marinha e paleontologia, entre outros campos. A mostra também traz peças já usadas por celebridades, como vestidos associados a Lady Gaga e Beyoncé, além de looks marcantes para Björk. A curadoria incorpora itens do acervo do museu, como fósseis, corais e arte científica, ampliando o contexto entre moda, ciência e história natural.
Entre as peças de destaque está o vestido plissado vermelho-escarlate criado para uma personagem de cinema, e o conjunto feito com 125 milhões de algas vivas, desenvolvido em parceria com o biodesigner Chris Bellamy e pesquisadores da Universidade de Amsterdã. O traje é alimentado por algas luminescentes que respondem a movimentos, cultivado em banhos de água salgada ao longo de meses e exibido em uma câmara com controle ambiental. Outra produção histórica em exibição é o vestido de bolhas de 2016, feito em parceria com o estúdio A.A. Murakami, com 15 mil bolhas de vidro iridescentes formadas e fixadas por UV.
A mostra também apresenta textos científicos pioneiros, como gravuras de Ernst Haeckel e desenhos do neurocientista Santiago Ramón y Cajal, além de uma série de espécimes naturais emprestados de museus. O conjunto explora a relação entre ciência, arte e filosofia, enfatizando a visão de Van Herpen sobre a matéria e a forma.
Pelo acervo, a exposição exibe ainda trabalhos de Ren Ri, peças de resultados de colaborações com arquitetos e artistas, além de itens históricos que dialogam com as obras recentes. A apresentação inclui a recriação do atelier da estilista no vão central do museu, com vídeos da construção das peças exibidos sobre rolos de tecido que se estendem pela galeria.
A agenda de exibição segue até 6 de dezembro. A curadoria reforça a ideia de que a moda de Van Herpen é uma interseção de técnica, natureza e ciência, visando ampliar a compreensão do público sobre processos criativos contemporâneos. A mostra nasceu no Musée des Arts Décoratifs, em Paris, e passou por outras cidades antes de chegar a Nova York.
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