- O aumento de furtos de escritura nos EUA levou a medidas de fiscalização, com a cidade de Nova York registrando quinhentas e dezessete denúncias de 2025, mais de três vezes o número de dois anos antes.
- Em Detroit, mais de seiscentos casos em março envolveram pessoas tentando reaver imóveis após usos fraudulentos de documentos legais.
- Nova York criou um gabinete de prevenção de furto de escrituras para ampliar fiscalização, educação pública, cooperação com as forças de segurança e melhoria no compartilhamento de dados; a cidade também suspendeu, por seis meses, a venda de penhoras de impostos.
- Casos destacados incluem a fraude envolvendo Mizanur Rahman, que transferiu indevidamente a escritura de uma casa no Queens, e a condenação de Sanford Solny, em Brooklyn, por desvio de escrituras.
- Especialistas ressaltam que criminosos exploram vulnerabilidades de proprietários, principalmente idosos e minorias, e que tecnologias como IA facilitam fraudes, levando a mudanças legais em várias estados.
O aumento de furtos de escritura de imóveis nos EUA levou Nova York a intensificar o combate ao crime. Em 2025, a cidade registrou 517 denúncias de furtos de escritura, mais de três vezes o volume de dois anos antes. Autoridades destacam que os golpes envolvem a transferência fraudulenta da propriedade sem o conhecimento do proprietário.
A situação envolve moradores de diferentes origens, incluindo imigrantes. Um caso recente em Queens mostra como o crime pode ocorrer: Mizanur Rahman, já condenado por fraude bancária, teria utilizado documentos falsos para transferir o título de uma residência para terceiros. Em alguns casos, a vítima permanece sem o título claro após anos de disputas judiciais.
Nova York criou medidas para prevenir novos golpes. O prefeito Zohran Mamdani instituiu um escritório de prevenção a furtos de escritura, com foco em fiscalização, educação pública e compartilhamento de dados entre órgãos. A iniciativa busca ampliar a detecção de registros suspeitos e a cooperação com a lei.
Especialistas destacam fatores que alimentam o crime, como a valorização imobiliária e o uso de tecnologia. Dirigentes de associações de seguradoras de títulos ressaltam a necessidade de cooperação entre setor privado, polícia e autoridades estaduais para enfrentar fraudes complexas.
Entre os casos emblemáticos, destacam-se fraudes em Brooklyn envolvendo promessas de renegociação de dívidas para evitar a perda da casa. Vítimas, na maioria negras ou latinas, teriam assinado documentos sem pleno entendimento, transferindo os títulos para empresas controladas por fraudadores. Autoridades locais realizaram prisões e condenações nesse tipo de golpe.
Dados nacionais mostram o alcance do problema: de 2019 a 2023, mais de 58 mil pessoas relataram perdas com fraudes imobiliárias, totalizando cerca de 1,3 bilhão de dólares, conforme relatório do FBI. A situação motive ações legislativas em vários estados.
Medidas jurídicas vêm se ampliando nos estados. Em Texas, por exemplo, leis passaram a permitir revisão de documentos fraudulentos registrados e criminalizar notarização quando houver indício de fraude. Em Nova York, o escritório de prevenção a furtos de escritura deve intensificar fiscalização e ações de educação.
No campus de Detroit, governos locais discutem a crise de titularidade. Em março, mais de 600 casos foram apresentados na Justiça para recuperar imóveis obtidos indevidamente por meio de documentação fraudulenta. Parlamentares locais descrevem o impacto sobre famílias que poderiam ter perdido a moradia.
Para proprietários afetados, a luta pela regularização segue. O caso de Islamnuru, residente de Queens, ilustra a dificuldade de obter título estável após golpes. A Justiça continua em andamento, com o proprietário buscando reparação e a defesa apontando falhas no sistema de registro de imóveis.
A prefeitura afirma que, enquanto a fiscalização é fortalecida, há planos de ampliar equipes no escritório de prevenção a furtos de escritura e de revisar rotinas de registro, para reduzir vulnerabilidades. As autoridades prometem continuidade na luta contra fraudes imobiliárias.
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