- O uso de blockchain fortalece o atendimento público a mulheres em situação de violência, com registros mais confiáveis e auditáveis no Ligue 180, que teve 594.118 atendimentos e 86.025 denúncias entre janeiro e julho de 2025.
- Especialista da BRBPO ressalta que a tecnologia permite validação por diversos participantes, impedindo manipulação e garantindo que denúncias críticas permaneçam seguras.
- A blockchain também aumenta a privacidade, pois separa o que precisa ser validado do que deve ficar protegido, armazenando apenas provas criptográficas da existência e integridade dos dados.
- A integração entre órgãos e canais de atendimento facilita a comunicação entre sistemas, reduz retrabalho e melhora a confiabilidade do atendimento digital.
- Há reconhecimento internacional do uso da blockchain em casos de violência contra mulheres, incluindo estudo da Linux Foundation com a BRBPO e a Metasix, além de iniciativas nacionais como a discussão sobre a Carteira de Identidade Nacional (CIN) para ampliar acesso a direitos.
A blockchain é apresentada como ferramenta para fortalecer serviços públicos sensíveis no Brasil, especialmente atendimento a mulheres em situação de violência. Entre janeiro e julho de 2025, o Ligue 180 registrou 594.118 atendimentos e 86.025 denúncias, segundo dados do Ministério da Mulher. A proposta é ampliar a confiabilidade dos registros por meio de tecnologia de cadeia de blocos.
Especialistas destacam que a solução evita alterações indevidas e aumenta a transparência. O estudo aponta que múltiplos participantes validam os dados, preservando denúncias de forma auditável. A privacidade é mantida ao separar validação de informações sensíveis, que ficam protegidas fora da rede.
A BRBPO, empresa com mais de 20 anos de atuação em tecnologia, atua na integração de atendimento digital, automação e blockchain em soluções que já operam em produção. O objetivo é ampliar a confiabilidade e a eficiência do atendimento público sem depender de uma única instituição.
A parceria com a Metasix é citada como exemplo internacional de referência. Um estudo de caso da Linux Foundation destaca a aplicação em serviços de apoio a mulheres, incluindo o canal de denúncias, reforçando que o sistema registra informações de forma inviolável.
Avanços e aplicações
Segundo especialistas, a blockchain facilita a criação de uma camada comum de comunicação entre órgãos e canais diferentes. Com automação, cada etapa do atendimento ocorre de forma coordenada, reduzindo retrabalho e erros.
Além do Ligue 180, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos discutiu, em 2025, o uso da blockchain na Carteira de Identidade Nacional, buscando ampliar direitos e facilitar o acesso a benefícios sociais. A iniciativa sinaliza expansão da tecnologia a serviços críticos.
No cenário global, a Fortune Business Insights aponta crescimento expressivo para o mercado de blockchain, com previsões de expansão de bilhões de dólares entre 2026 e 2034, impulsionadas por demanda e avanços regulatórios.
No Brasil, a adoção de blockchain em serviços públicos avança como resposta a demandas sociais. O objetivo é criar sistemas mais confiáveis, com governança robusta e operação contínua, integrando diferentes órgãos em um ecossistema conectado.
Para encerrar, organizações envolvidas ressaltam que a tecnologia não substitui pessoas, mas aumenta a segurança e a eficiência do atendimento. O foco permanece em proteger vítimas e facilitar o acesso a serviços públicos de forma transparente.
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