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CEO de empresa de influencers explica por que a Gen Z é mais cautelosa no SPIW

Painel no SPIW analisa geração Z: medo, instabilidade no trabalho e burnout, alimentados por crises passadas e futuro incerto

Por que a geração Z é tão medrosa? CEO de empresa de influencers responde no SPIW - Estadão
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  • Em painel na Faap, Mari Galindo, CEO da Nice House, lista motivos para os estereótipos sobre a geração Z durante o São Paulo Innovation Week.
  • Ela cita traumas coletivos, como 11 de setembro, crise econômica de 2008, desemprego e pandemia, para explicar o medo entre jovens.
  • A geração Z é descrita com instabilidade emocional, foco intenso na saúde, indecisão profissional e receio de um futuro incerto, além de consumo mais rápido e autenticidade.
  • Destaca-se a nostalgia por épocas vividas menos digitalmente, a proximidade com cursos e produtos pela internet e o desafio de manter a saúde mental.
  • Também é abordado o mercado de trabalho: desmotivação por instabilidade, impacto da pandemia no remoto, possível obsolência de profissões com IA e dificuldade de acesso à moradia e crédito.

Mari Galindo, CEO da Nice House, apresentou na Faap uma leitura sobre os estereótipos da geração Z durante o painel Geração Z Sem Estereótipos, no São Paulo Innovation Week (SPIW). O evento aconteceu na sexta-feira, 15, em São Paulo, com foco na relação entre juventude e consumo, saúde mental e mercado de trabalho.

Ela aponta que a geração cresceu cercada de crises e choques sociais, o que alimenta o medo e a ansiedade. Entre os temas, destacam-se instabilidade emocional, foco na saúde, indecisões profissionais e receio do futuro. A executiva descreve uma geração hiperdiagnosticada e marcada por influências digitais.

A geração Z, segundo a fala de Mari Galindo, vive uma ligação forte com o consumo digital e a autenticidade. Eles valorizam nostalgia de épocas anteriores, mesmo sem vivência direta, e tendem a buscar informações e cursos com apenas alguns cliques de distância. O desafio é manter a saúde mental frente a esse ritmo.

No âmbito do trabalho, a palestrante ressalta que a geração não pretende replicar o esforço extremo visto com millennials. A pandemia mudou o ingresso no mercado, com trabalho remoto ganhando espaço e novas dinâmicas. A profissional também cita a fragilidade de previsões de carreira diante da evolução tecnológica.

A dificuldade de acesso a crédito e a percepção de que profissões tradicionais podem desaparecer com a IA aparecem entre as preocupações. Ao mesmo tempo, há uma pressão para equilibrar múltiplos empregos para sustentar a renda, com foco menos rígido na trajetória profissional única.

Em relação ao futuro, o medo de cenários de crise climática e de crises econômicas alimenta a ansiedade entre os jovens. A visão é de aproveitar o mundo, praticar esportes e manter o trabalho como parte de uma vida equilibrada, diante de casos de burnout observados na faixa etária.

SPIW e continuidade da programação

O SPIW, promovido pelo Estadão em parceria com a Base Eventos, encerra atividades na Faap nesta sexta-feira e segue para quatro CEUs nos bairros periféricos da capital neste fim de semana. Heliópolis, Freguesia do Ó, Papa Francisco (Sapopemba) e Silvio Santos (Cidade Ademar) receberão as atividades.

A programação gratuita inclui debates e experiências imersivas, com nomes como Marcelo Gleiser, Maria Homem e Ivair Gontijo. A entrada é por ordem de chegada, sujeita à lotação dos espaços, sem necessidade de inscrição prévia.

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