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Defesa Civil de SP inicia demolição de casas após explosão no Jaguaré

Defesa Civil inicia demolições de cinco casas no Jaguaré para viabilizar escavação pericial, com 112 residências vistoriadas e 50 famílias cadastradas para reassentamento

— Foto: Edilson Dantas/Agência O Globo
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  • Defesa Civil iniciou a demolição de cinco casas interditadas após a explosão causada por obra da Sabesp no Jaguaré, zona oeste de São Paulo.
  • A demolição foi solicitada pela Polícia Técnico-Científica para facilitar a escavação de evidências; até o fim da tarde, 112 residências foram vistoriadas, com 27 interditadas e 85 liberadas.
  • A CDHU mapeou oitenta imóveis na região para atender famílias desabrigadas; cinquenta cadastros foram feitos e opções incluem transferência, carta de crédito ou auxílio aluguel.
  • Sabesp e Comgás vão arcar com despesas de novas moradias e reconstrução; até agora cento e trinta e dois cadastros receberam auxílio emergencial de cinco mil reais, com desabrigados em hotéis.
  • Morreu o pintor Francisco Bondemba da Silva, de cinquenta e sete anos, a segunda vítima fatal do acidente; outros feridos incluem um funcionário da Sabesp que precisou de cirurgia.

A Defesa Civil de São Paulo deu início nesta quinta-feira (14) às demolições de cinco casas interditadas definitivamente no Jaguaré, na zona oeste, após explosão causada por obra da Sabesp. O objetivo é permitir escavações para reunir evidências periciais para o laudo.

A Polícia Técnico-Científica recomendou as demolições para facilitar a coleta de evidências. Até o fim da tarde, 112 residências da região haviam sido vistoriadas: 27 permanecem interditadas e 85 já podem retornar aos moradores.

Paralelamente, o governo do estado informou que a CDHU mapeou 80 imóveis na região para atender famílias desabrigadas. Cinquenta famílias já foram cadastradas, com opções de moradia imediata em apartamentos mobilizados, compra por carta de crédito ou auxílio aluguel.

As despesas com novas moradias e reconstrução ficarão a cargo da Sabesp e da Comgás. Segundo as concessionárias, 232 pessoas foram cadastradas e receberam auxílio emergencial de R$ 5 mil para despesas imediatas, enquanto desabrigados permaneceram em hotéis. O governo assegura ressarcimento total.

O acidente provocou a primeira morte já na fase de desabrigamento, quando o pintor Francisco Bondemba da Silva, 57, conhecido como Bodenga, faleceu após dias em estado grave. O homem foi registrado em vídeos gravados por moradores logo após a explosão.

Além de Bodenga, another vítima foi identificada como o segurança Alex Sandro Fernandes Nunes, de 49 anos, cuja morte já havia sido anunciada pelo estado. O corpo dele foi enterrado no interior de Minas Gerais na quarta-feira (13).

Explosão ocorreu durante obra da Sabesp em área com rede compartilhada com a Comgás. O acidente também deixou feridos, incluindo um funcionário terceirizado da Sabesp que passou por cirurgia e um morador que recebeu alta dias após o ocorrido. A Polícia Civil e o Instituto de Criminalística investigam as causas.

A Sabesp suspendeu temporariamente obras com compartilhamento de solo entre concessionárias até que a apuração seja concluída. O governo estadual afirmou que responsabilizações serão tomadas contra as empresas envolvidas. O caso segue em investigação para esclarecer as causas da explosão.

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