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Lavva transforma arquitetura e gastronomia em cerimônia

Lavva transforma churrasco coreano em cerimônia; o fogo central em cada mesa impulsiona a arquitetura dramática e o uso de materiais como magma

No primeiro pavimento, banquetas Soleta, do Studio De La Cruz, cadeiras Orquídea, design Rejane Carvalho Leite para a Dpot, e cadeiras Del Rey, design Jorge Zalszupin, reeditadas pela Etel
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  • O Lavva, restaurante conceito do chef Paulo Shin em parceria com a Jacobsen Arquitetura, fica no Mata São Paulo, próximo à Avenida Paulista, e reúne churrasco coreano com tradição brasileira de carne.
  • O espaço introduz o “ritual do fogo”: chamas centrais em grelhas de cada mesa, com uma equipe dedicada, e uma cozinha à vista dos clientes.
  • A proposta estética e funcional gira em torno do fogo como elemento central, influenciando desde as escolhas de materiais até a configuração da mostra culinária.
  • Materiais como a pedra Magma no balcão e na show kitchen, paredes com textura que absorve a luz e um forro de madeira carbonizada definem o ambiente, além de uma escadaria curva que funciona como peça escultórica.
  • O projeto enfrentou restrições de um edifício tombado, exigindo soluções específicas de exaustão e integração entre mesa, cadeira e espaços, mantendo o conceito de fogo presente em todo o conjunto.

O Lavva, restaurante comandado pelo chef Paulo Shin, funciona como uma síntese entre tradição coreana e churrasco brasileiro. Localizado no Mata São Paulo, ao redor da Avenida Paulista, o projeto é assinado pela Jacobsen Arquitetura. A proposta transforma a experiência do Korean Barbecue em ritual.

A ideia central vem de Robinson Jacobsen, arquiteto responsável. O espaço nasce a partir de referências de pinturas rupestres de caçadores, com o fogo como elemento de sobrevivência e comunhão. A concepção prioriza a fusão entre arquitetura e culinária, com o fogo no centro das mesas.

Ao entrar, o visitante percebe que o fogo não está oculto, mas exposto nas grelhas centrais. Cada mesa recebe uma equipe dedicada para conduzir o ritual do fogo e as 12 opções de banchan que acompanham as carnes, entre kimchi, batata e cogumelos. A cozinha fica à mostra em uma show kitchen.

A construção privilegia materiais pesados e iluminação quente. A pedra Magma compõe o balcão e a show kitchen, enquanto a madeira carbonizada do forro revela craquelos sob a luz. As paredes possuem textura dramática, com tonalidades que variam conforme a iluminação.

Elemento central: a escadaria e o bar

A escadaria curva liga os dois pavimentos e funciona como uma peça escultórica. O bar fica no eixo central, integrado ao mesmo material da escada, reforçando a presença do fogo. O teto reflexivo amplia visualmente o conjunto, refletindo degraus e paredes.

O Lavva está instalado em um edifício tombado, o que impôs restrições estruturais. Não foi permitido furar lajes nem usar a cobertura para infraestrutura, exigindo soluções específicas para a exaustão das grelhas. A equipe apontou que o desafio foi operacional tão relevante quanto o aspecto formal.

Para Marina Budib, gerente de projetos, as escolhas visam traduzir o conceito do fogo na arquitetura. O resultado é uma linguagem que combina calor visual, textura e volume, com foco na experiência sensorial do cliente.

Tudo no Lavva converge para o fogo como princípio. O próprio forro é de madeira queimada, criando uma harmonia entre elementos que não depende de aparência óbvia para se identificar. O arquiteto enfatiza que o impacto vem da integração entre espaço, luz e materialidade.

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