- No SPIW Talks, painel Do Discurso ao Topo discutiu como coragem, preparo e sororidade ajudam mulheres a alcançar cargos de liderança.
- Denise Jafet apontou desigualdade entre licenças maternidade e paternidade e defendeu transparência para combater injustiças salariais, comparando com a fiscalização em países nórdicos.
- Helena Tenório ressaltou que o teto de vidro impacta a saúde emocional das mulheres e que é preciso criar círculos de apoio para ampliar oportunidades.
- Edna Vasselo destacou a importância da mentoria do Instituto Vasselo Goldoni e a necessidade de enfrentar a síndrome do impostor para as mulheres se projetarem no topo.
- As participantes afirmaram que cada conquista de uma mulher fortalece outras, defendendo maior protagonismo feminino e apoio de homens para ampliar o acesso a cargos altos.
O painel Do Discurso ao Topo: Como Ampliar a Liderança Feminina nos Altos Cargos discutiu, nesta sexta-feira 15, no SPIW Talks, caminhos para ampliar a presença feminina em cargos de gestão. Denise Jafet, Helena Tenório, Luciana Garbin e Edna Vassalo participaram, sob.mediação de Luciana Garbin.
As participantes falaram sobre como o teto de vidro atua nas organizações, influenciando contratações, promoções e remuneração. Entre os pontos, a diferença entre licenças maternidade e paternidade foi citada como exemplo de desigualdade a ser enfrentada com transparência.
A conversa abordou também impactos na saúde emocional das mulheres, com a cobrança por desempenho amplo em trabalho, lar e aparência. A necessidade de criar redes de suporte e de reduzir pressões foi destacada como ingrediente para sustentabilidade da liderança feminina.
Sororidade e preparo para chegar ao topo
Edna Vassalo, presidente do Instituto Vasselo Goldoni, destacou a mentoria como ferramenta de aproximação entre mulheres. O tema impostor sugerido para reduzir a autoconfiança foi apontado como desafio a vencer para candidaturas. A ideia é alinhar propósito e oportunidade.
As lideranças destacaram que experiências de tratamento desigual, ainda que frequentes, apontam para mudanças graduais. A frase comum foi de que cada conquista de uma mulher facilita o caminho de outras, fortalecendo a trajetória coletiva.
Olhar ativo para a mudança institucional
Segundo as participantes, crescer a liderança feminina depende de mudanças nas práticas organizacionais e de apoio entre pares. A esperança é de que o protagonismo feminino se torne regra, com engrenagens entre homens e mulheres funcionando como pontes, não muros.
Edna encerrou dando 51% de ênfase à possibilidade de avanços conjuntos, onde a confiança na capacidade feminina se transforma em oportunidades reais. A pauta é vista como caminho para acelerar inclusões em alta gestão.
SPIW como palco de debates e perspectivas
O São Paulo Innovation Week, maior festival de tecnologia e inovação, acontece até hoje, 15, com mais de 2 mil palestrantes. O evento reúne especialistas de diversas áreas para debater ciência, educação, finanças, sustentabilidade e outros temas.
Entre na conversa da comunidade