- Felipe Neto afirmou no festival LED, no Rio de Janeiro, que a timeline infinita precisa acabar para reduzir problemas de saúde mental em jovens.
- O influenciador defende o banimento desse recurso, que exibe conteúdo continuamente à medida que a tela é rolada.
- A medida está alinhada com o decreto do ECA Digital, divulgado em março, que prevê que redes sociais cortem recursos que prendem a atenção de crianças e adolescentes.
- A implementação será escalonada e depende de diretrizes da Agência Nacional de Proteção de Dados para entrar em vigor.
- O Instituto Felipe Neto, criado pelo influenciador, trabalha desde 2024 em debates sobre saúde mental e cidadania digital para estudantes de escolas públicas.
O influenciador Felipe Neto, 38, afirmou neste sábado que defende o banimento da timeline infinita em redes sociais. Ele disse que o recurso, que exibe conteúdo sem pausas conforme o usuário desce a tela, é viciante e agrava problemas de saúde mental entre jovens, especialmente quando combinado a algoritmos que promovem conteúdo nocivo.
Neto fez a declaração durante o festival LED, no Rio de Janeiro. Ele reiterou que não enxerga outra saída que não a proibição da prática de exibir conteúdo de forma contínua, sem interrupção. O posicionamento dispara debatidos pontos sobre uso de tecnologia e bem-estar digital.
A atuação do influenciador ganha respaldo de ações já em curso pelo Instituto Felipe Neto, ONG criada por ele. A organização trabalha desde 2024 em iniciativas para promover saúde mental e cidadania digital entre estudantes de escolas públicas.
Em março, o Ministério da Justiça divulgou decreto dentro do ECA Digital com previsão de novas regras para redes sociais. O objetivo é obrigar plataformas a abandonar recursos que prendem a atenção de crianças e adolescentes, incluindo rolagem infinita e autoplay de vídeos.
O texto do decreto também proíbe estratégias que explorem fragilidades emocionais ou cognitivas dos jovens, bem como disparos de notificações que retornem usuários aos aplicativos. As regras devem passar por diretrizes da ANPD antes de efetivar a implementação.
A implementação dessas medidas será gradual e pode levar tempo. A ANPD precisa editar diretrizes específicas para operacionalizar a nova legislação, definindo prazos e critérios de aplicação para as plataformas no Brasil. Neto afirma manter a atuação na linha de defesa da saúde mental.
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