- Em 2025 foram registrados 59.366 casos de violência sexual contra crianças e adolescentes no Brasil, alta de 204,5% em relação a 2015 (19.496).
- O volume permanece recorde: 59.366 em 2025, praticamente estáveis frente a 2024, quando foram 59.666 vítimas; ao longo de 2015 a 2025, total de 486.001 vítimas, média de 121 por dia.
- Em 2025, a taxa nacional foi de 27,82 vítimas por 100 mil habitantes; as meninas representam 84,7% das vítimas, com 412.025 casos, e os meninos somam 68.718; há 5.258 registros sem informação de sexo.
- Os cinco estados com mais vítimas desde 2015 são: São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Pará; embora São Paulo tenha o maior número absoluto, Pará e Paraná apresentam taxas por 100 mil superiores à média nacional.
- A delegada Monique Lima afirma que o crescimento dos registros reflete maior denúncia e melhor identificação de casos; a maioria envolve menores de 14 anos e ocorre em convívio familiar ou social; não há unidade exclusiva para esse tipo de crime, mas as Diligências da Defesa da Mulher atuam no atendimento.
O Brasil registrou 59.366 casos de violência sexual contra crianças e adolescentes em 2025, segundo dados do Ministério da Justiça. O total representa alta de 204,5% em relação a 2015, quando houve 19.496 ocorrências. O volume manteve-se estável frente a 2024, com 59.666 vítimas.
Ao longo de 2015 a 2025, o painel nacional soma 486.001 vítimas, com média de 121 registros por dia. Os anos de 2023 a 2025 registraram os maiores números da série. Em 2023, o país teve o pico de 59.779 registros. Entre 2015 e 2025, os dados incluem violência contra pessoas com deficiência e outras vítimas.
A maior parte das ocorrências envolve meninas, representando 84,7% do total nos registros disponíveis. Em 2025, a taxa nacional foi de 27,82 vítimas por 100 mil habitantes. Menos de 15 anos concentram a maioria dos casos, com o estado de São Paulo liderando em números absolutos.
Desempenho por estado
São Paulo acumula 100.571 casos desde 2015, seguido por Paraná (55.809), Minas Gerais (41.703), Rio Grande do Sul (40.921) e Pará (34.969). Apesar de São Paulo ter o maior volume, Pará e Paraná apresentam taxas maiores por 100 mil habitantes, acima da média nacional.
Contexto e atuação de proteção
Especialistas apontam que a subnotificação caiu em parte pela maior capacidade de proteção e de denúncias. Profissionais de saúde, educação e assistência social passam a reconhecer sinais com mais rapidez, facilitando encaminhamentos. Em 2025, a maior parte das vítimas era menor de 14 anos, com a maior concentração de casos de estupro de vulnerável.
Perspectiva institucional
Delegacias de Defesa da Mulher destacam atuação integrada na rede de proteção. Não existe unidade exclusiva para crimes sexuais contra crianças, mas as delegacias atendem esse tipo de ocorrência com equipes treinadas. Em municípios com atuação escolar, há também iniciativas de prevenção e orientação a estudantes.
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