- Mãe norte-americana enviou ao marido uma “fatura” de US$ 522.045,71 (cerca de R$ 2,6 milhões) pelo trabalho invisível da maternidade após ser chamada de “encostada”.
- A cobrança detalha funções desde a gestação até os cuidados com o bebê, incluindo US$ 191.520 por cuidados noturnos, US$ 212.365,71 por diurnos, US$ 80 mil pela gestação, US$ 9 mil em consultas médicas, US$ 1.950 por parto sem anestesia e US$ 50 mil pela recuperação.
- O marido pediu desculpas antes mesmo do envio e, segundo a autora, eles conversaram e passaram a rir da situação.
- A publicação gerou debate online: apoiadores dizem que o valor reflete o que é realizado; críticos afirmam que cobrar por isso pode indicar fim do relacionamento.
- A discussão reacende a questão do trabalho não remunerado e da carga mental, com dados da ONU indicando que mulheres realizam mais cuidado não pago e que, se remunerado, o trabalho de uma mãe em tempo integral poderia ultrapassar US$ 200 mil por ano.
Camilla Kuhns, moradora dos EUA, viralizou ao enviar ao marido uma cobrança pela rotina de maternidade. O incidente ocorreu após ele a ter chamado de encostada por não atuar fora de casa desde o nascimento do filho. A cobrança foi publicada no Threads e chamou a atenção das redes.
A fatura soma US$ 522.045,71, cerca de US$ 2,6 milhões, e detalha tarefas do período. Entre os itens, estão cuidados noturnos e diurnos com o bebê, custos com gestação, consultas médicas, parto sem anestesia e recuperação de laceração grave. Descontos por tarefas domésticas aparecem no documento.
Segundo Kuhns, o marido pediu desculpas após o envio e a conversa foi retomada de forma cordial. A publicação gerou amplo debate: apoiadores destacaram o valor do trabalho não remunerado; críticos disseram que cobrar pode comprometer o relacionamento.
O debate sobre o trabalho doméstico não remunerado
Especialistas apontam que mulheres realizam mais trabalho de cuidado não pago do que homens. Dados da ONU indicam média de duas a três vezes mais participação feminina nesse cuidado. Estimativas apontam que, caso fosse remunerado, esse trabalho poderia superar US$ 200 mil por ano.
Além de cuidar dos filhos, mães costumam acumular funções de cozinheira, motorista, professora e gestora da casa. A discussão reacende a necessidade de dividir responsabilidades de forma mais justa e reconhecer o valor do trabalho invisível que sustenta o dia a dia familiar.
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