- Um executivo chileno, Germán Naranjo Maldini, foi detido no Aeroporto de Guarulhos após agressões discriminatórias contra um comissário de bordo no voo da Latam de Guarulhos a Frankfurt.
- As ofensas foram registradas em vídeo durante o voo, com o passageiro chamando o funcionário de “preto” e “macaco” e imitándolo.
- A prisão ocorreu após ele retornar da Alemanha, no dia fifteen de mayo; a Justiça Federal decretou a prisão preventiva e ele está no Centro de Detenção Provisória de Guarulhos.
- A Landes, empresa chilena do passageiro, informou que ele será afastado formal e preventivamente de suas funções e que a companhia condena discriminação, racismo e homofobia.
- A Anac aprovou regra endurecendo punições a passageiros, com possibilidade de multa até R$ 17,5 mil ou banimento de aeroportos por 12 meses, a entrar em vigor em 14 de setembro. A Latam disse que apoia a Polícia Federal e oferece suporte à vítima.
Um passageiro chileno foi detido no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, acusado de racismo e violência discriminatória contra um comissário de bordo durante um voo da Latam de Guarulhos para Frankfurt. O incidente ocorreu na sexta-feira passada, 15 de maio, com registro de vídeo que mostra ofensas dirigidas ao funcionário. O voo de origem foi Guarulhos, com destino à Alemanha.
Segundo a investigação, as ofensas teriam ocorrido no momento em que o passageiro tentou abrir a porta do avião e foi impedido pela tripulação. O conteúdo gravado mostra termos racistas e homofóbicos dirigidos ao membro da equipe. O Ministério Público e a Polícia Federal acompanharam o caso.
Germán Naranjo Maldini, o passageiro identificado, foi detido ao retornar da Alemanha, no dia 15 de maio. Na reunião de custódia, o juiz manteve a prisão preventiva. Maldini está em unidade da Justiça Federal em Guarulhos, sob custódia.
A empresa Landes, de atuação chilena na área de alimentos e biotecnologia marinha, informou que o executivo será afastado formal e preventivamente de suas funções. A companhia afirmou condenar atos de discriminação e colaborar com a investigação.
A Latam repudiou qualquer prática discriminatória e afirmou colaborar com a Polícia Federal. A empresa também ofereceu apoio psicológico e jurídico à vítima, além de esclarecer o compromisso com a segurança de seus tripulantes.
Em março, a Anac aprovou uma resolução que endurece punições para passageiros que provocam transtornos em voos nacionais. A regra entra em vigor em 14 de setembro e prevê multas de até 17,5 mil reais ou o banimento de 12 meses dos aeroportos aos infratores.
A Latam destacou que trabalha para manter um ambiente de trabalho seguro para seus funcionários e informou que está acompanhando o andamento do caso. Não houve divulgação de novas informações sobre defesa do passageiro nem detalhes adicionais da investigação.
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