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Condenação de homem por assassinato em County Louth é anulada

Condenação de Aaron Connolly por assassinato de Cameron Reilly é anulada; Corte de Apelação aponta viés no júri e admite possível retrial

Aaron Connolly had denied murdering 18-year-old Cameron Reilly on a night out in May 2018
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  • Aaron Connolly teve a condenação pelo assassinato de Cameron Reilly, de dezoito anos, derrubada em recurso na Court of Appeal, em Dublin.
  • O crime ocorreu em 26 de maio de 2018, em Shamrock Hill, Dunleer, Condado de Louth, na Irlanda; Connolly foi considerado culpado em dezembro de 2022.
  • A corte constatou que a orientação do juiz do julgamento à acusação não foi equilibrada e, em alguns trechos, pode ter sido vista como defesa da acusação.
  • Embora tenha havido instruções legais impecáveis, o juiz foi considerado por parte da defesa como propenso a menosprezar ou ridicularizar a defesa.
  • A condenação foi anulada e a direção de acusação pública pode pedir novo julgamento.

Aaron Connolly, morador de Willistown, Drumcar, teve a condenação por homicídio de Cameron Reilly anulada após recurso em comparação com o veredito de dezembro de 2022. Reilly, estudante de hospitalidade, tinha 18 anos quando foi morto em Shamrock Hill, Dunleer, em 26 de maio de 2018.

A Corte de Apelação apontou que a orientação dada ao júri pelo juiz do julgamento não apresentou equilíbrio e, em alguns trechos, poderia ter parecido defesa de acusação. O tribunal disse que houve êntese entre as falas do juiz e sua decisão de conduzir o veredito.

Durante o julgamento, Connolly inicialmente negou qualquer atividade sexual com Reilly na noite do crime e afirmou ser heterossexual. Na sétima audiência, por meio de seus advogados, admitiu haver atividade sexual entre os dois na noite da morte. O réu afirmou que, ao partir, Reilly ainda estava vivo.

Reilly estava em um grupo de cerca de 15 jovens reunidos em um campo na periferia da cidade na noite de 25 de maio. Alguns presentes consumiram álcool e cannabis, embora a melhor amiga de Reilly tenha afirmado que ele não estava usando drogas. O corpo foi encontrado na manhã seguinte por um transeunte que passeava com o cachorro.

A principal perita forense, Dra. Linda Mulligan, disse que a causa da morte foi asfixia por pressão externa no pescoço, sem fatores contribuintes adicionais. Em depoimento, Connolly afirmou que, ao se separar de Reilly, não soube para onde ele foi e que, durante uma hora ausente, não se lembrava do que ocorreu, alegando ter consumido várias substâncias que provocaram desmaio.

O recurso, movido pela defesa de Connolly, contestou a forma como o juiz conduziu a instrução do júri e também criticou parte da condução de testemunhas pela acusação. A defesa argumentou que algumas observações do magistrado foram discriminatórias à defesa e que certas admissões do réu não foram tratadas de forma adequada.

Decisão da Justiça

Ao anunciar o veredito, o tribunal manteve que o juiz tinha dado instruções legais impecáveis, mas concluiu que a condução poderia ter sido percebida como defesa estratégica. Com a anulação, a Procuradoria-Geral deverá decidir se haverá retrial. A decisão não indica conclusão sobre culpa ou inocência.

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