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Dia da Luta Antimanicomial: 5 leituras para entender a importância do tema

Celebrado hoje, o Dia da Luta Antimanicomial destaca direitos de pacientes e a defesa de tratamento em liberdade, conectando obras ao tema

Holocausto Brasileiro/Daniela Arbex • Reprodução/Editora Intrínseca
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  • Hoje, dia 18 de maio, é celebrado o Dia da Luta Antimanicomial, que defende os direitos de pacientes psiquiátricos e o tratamento em liberdade.

  • O movimento começou na década de setenta, liderado pela psiquiatra Nise da Silveira, com o lema “por uma sociedade sem manicômios”.

  • A CNN Brasil listou obras para entender o tema, destacando autores como Daniela Arbex, Lima Barreto e Machado de Assis.

  • Entre as obras citadas estão Holocausto brasileiro, Diário do Hospício, Hospício é Deus: diário I, Dez dias num hospício e O Alienista.

O Dia da Luta Antimanicomial é celebrado nesta segunda-feira (18) e marca a defesa dos direitos de pacientes psiquiátricos e do tratamento de saúde mental em liberdade. O movimento surgiu na década de 1970, com a participação de nomes como a psiquiatra Nise da Silveira, e tem o lema por uma sociedade sem manicômios.

A data é repercutida na imprensa com foco na reflexão sobre as condições de saúde mental no Brasil. Obras literárias são utilizadas para entender o tema e ampliar o debate sobre o que é a loucura e como indivíduos em sofrimento psíquico vivem o tratamento ao longo do tempo.

Na edição, a CNN Brasil apresenta livros que ajudam a entender a luta antimanicomial. Entre os autores estão Daniela Arbex, Lima Barreto e Machado de Assis, referências para compreender o tema a partir de diferentes perspectivas.

Holocausto brasileiro, Daniela Arbex

A obra investiga a Colônia de Barbacena, em Minas Gerais, e registra violações de direitos humanos ocorridas entre 1960 e 1980. Mais de 60 mil internações forçadas são narradas com relatos de ex-funcionários e sobreviventes.

Diário do Hospício, Lima Barreto

Texto autobiográfico sobre a internação no Hospício Nacional dos Alienados. O livro denuncia racismo, exclusão e a prática médica desumanizante do século 20, abordando o contexto da época.

Hospício é Deus: diário I, Maura Lopes Cançado

Publicado em 1965, o livro mistura memórias de infância e experiências em hospitais psiquiátricos. Narrado em primeira pessoa, ele questiona os limites entre razão e loucura e a memória.

Dez dias num hospício, Nellie Bly

Publicadas no New York World, as reportagens denunciam maus-tratos em um hospício feminino de Blackwell’s Island, nos EUA. O livro resultante consolidou a carreira da jornalista investigativa.

O Alienista, Machado de Assis

Conto que examina limites entre normalidade e anormalidade, a partir do olhar do médico Simão Bacamarte ao abrir um hospício. A obra critica relações de poder e a percepção da loucura.

A lista também destaca a repetição de trechos do tema, reforçando a relevância histórica das obras para o entendimento da saúde mental e da reforma psiquiátrica no Brasil.

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