Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Mais de 30 mil ações por assédio moral registradas em 2026, aponta TST

Mais de 30 mil ações por assédio moral foram registradas nos quatro primeiros meses de 2026, evidenciando ambientes corporativos tóxicos e impactos à saúde mental

Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília (TST/Divulgação)
0:00
Carregando...
0:00
  • Nos primeiros quatro meses de 2026, o Brasil registrou mais de 30 mil ações trabalhistas por assédio moral na Justiça do Trabalho.
  • Entre 2020 e 2025, o Judiciário recebeu mais de seiscentas mil ações com pedidos de indenização por dano moral decorrente de assédio, com relatos de cobranças excessivas, humilhações públicas e metas abusivas.
  • Especialistas apontam que o tema ganha relevância: empresas com práticas abusivas enfrentam maiores riscos trabalhistas, financeiros e reputacionais.
  • Dados da Previdência Social indicam aumento de adoecimentos mentais no ambiente corporativo, com cerca de 472 mil afastamentos por transtornos mentais em 2024, alta de 68% ante 2023.
  • O principal desafio jurídico é diferenciar gestão legítima de situações abusivas, pois o assédio pode provocar ansiedade, depressão, burnout e perda de produtividade.

O número de ações trabalhistas por assédio moral segue em alta no Brasil. Nos quatro primeiros meses de 2026, a Justiça do Trabalho registrou mais de 30 mil novos processos nesse tema.

Entre 2020 e 2025, o Judiciário recebeu mais de 600 mil ações com pedidos de indenização por dano moral decorrente de assédio moral. As queixas envolvem cobranças abusivas, humilhações públicas, tratamento agressivo e metas consideradas abusivas.

Além disso, relatos apontam isolamento profissional e ameaças veladas como padrões recorrentes. O aumento reflete tanto a persistência de ambientes corporativos tóxicos quanto maior conscientização dos trabalhadores sobre direitos.

Panorama jurídico e responsabilidade empresarial

Advogados destacam que o assédio moral deixou de ser visto como prática subjetiva. Empresas com práticas abusivas passam a enfrentar riscos trabalhistas, financeiros e reputacionais, com maior passivo judicial.

O Judiciário tem ampliado a compreensão de violência psicológica no trabalho, fortalecida por políticas de compliance, canais de denúncia e debates sobre saúde mental corporativa. O tema ganha relevância em decisões e acordos.

Impactos na saúde mental

Especialistas apontam que o adoecimento mental no ambiente de trabalho tem relação com o aumento de litígios. Dados da Previdência Social indicam ~472 mil afastamentos por transtornos mentais em 2024, alta significativa frente a 2023.

O principal desafio jurídico é diferenciar gestão legítima de situações abusivas reiteradas. A linha entre liderança eficaz e assédio pode definir consequências legais para empregadores.

Consequências para as empresas

A combinação de pressões por metas, cobrança excessiva e humilhação pode gerar ansiedade, depressão e burnout. Além disso, há impactos na produtividade e na imagem corporativa, com potenciais custos judiciais.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais