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Projeto no Rio inclui doulas para gestantes atendidas pelo SUS

Projeto com doulas no SUS no Rio atendeu 74 gestantes neste ano, ampliando apoio remoto e presencial para puérperas em situação de vulnerabilidade

Estandarte branco com borda de renda pendurado em grade vermelha, com texto "Doula acolhimento que faz a diferença" e desenho de mãos se abraçando. Ao fundo, fotos desfocadas de grupos de pessoas em eventos.
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  • O projeto Acolher Gestante, criado pela Associação de Doulas do Rio de Janeiro em 2020, oferece atendimento gratuito a gestantes e puérperas com foco em população vulnerável atendidas pelo SUS no Rio de Janeiro.
  • Neste ano, o programa atendeu 74 grávidas, principalmente negras e moradores de periferia, com suporte online e presencial conforme disponibilidade de voluntários.
  • Desde 2020, mais de mil pessoas já passaram pelo projeto, que funciona com doulas voluntárias em ciclos e atividades como plantões online, grupos de troca e atendimentos individuais.
  • As doulas orientam sobre planejamento de parto, acompanhamento durante gestação e puerpério, além de oferecer rodas de conversa, oficinas e materiais informativos baseados em evidências.
  • A iniciativa iniciou durante a pandemia, quando a presença de doulas nas maternidades ficou restrita, e hoje busca ampliar o alcance para outras redes de saúde e, se possível, para todo o país.

O projeto Acolher Gestante passou a incluir doulas no apoio a gestantes atendidas pelo SUS no Rio de Janeiro. Em 2026, 74 grávidas receberam atendimento gratuito, com foco no puerpério e na informação de qualidade.

Criado pela Associação de Doulas do Estado do Rio de Janeiro em 2020, o programa atende gestantes e puérperas de maior vulnerabilidade social. O acesso é gratuito, mediante cadastro online.

A iniciativa nasceu durante a pandemia de Covid-19, quando a presença de doulas nas maternidades ficou restrita. O objetivo foi manter o suporte informativo mesmo à distância, sem prejuízo da qualidade do atendimento.

O modelo combina plantões online, grupos de troca e atendimentos individuais. As doulas também visitam unidades de saúde quando convidadas e promovem orientação para o plano de parto.

A maioria das pessoas atendidas é negra e periférica, segundo as coordenadoras. O programa utiliza voluntariado em ciclos e já atendeu mais de mil pessoas desde 2020.

O alcance não se restringe ao Rio: houve participação de gestantes da Guiana Francesa e de Alemanha. O objetivo é ampliar o programa para o sistema público de saúde nacional.

Desafios e continuidade

A continuidade depende de apoio financeiro e institucional, segundo as coordenadoras. Ainda assim, há evidências de que o acompanhamento por doulas está associado a melhores desfechos no parto e menor necessidade de intervenções.

Os relatos sugerem que o suporte contínuo reduz cesarianas sem indicação clínica e pode influenciar desfechos maternos de forma positiva, conforme observado pela equipe do projeto.

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