- A Justiça de Mato Grosso do Sul condenou um casal a pagar R$ 20 mil por danos morais a um ex-recepcionista de hotel, por agressões verbais e arremesso de objetos durante uma tentativa de reserva.
- A decisão, da 1ª Vara Cível de Paranaíba, condenou cada réu a R$ 10 mil, além das custas processuais e honorários advocatícios.
- O episódio ocorreu em 30 de junho de 2023, quando o casal chegou ao hotel sem reserva confirmada; o atendimento foi tentado e alternativas foram oferecidas.
- Testemunhas relataram gritos e ações do casal; o gerente afirmou que o recepcionista ficou acuado e não pôde continuar trabalhando; imagens de câmeras registraram o momento.
- Os réus sustentaram que houve confirmação da reserva e falha do hotel, alegando apenas insatisfação, enquanto o ex-recepcionista, após o ocorrido, pediu demissão pouco tempo depois.
A 1ª Vara Cível de Paranaíba, em Mato Grosso do Sul, condenou um casal ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais a um ex-recepcionista de hotel. A decisão determina que cada réu pague R$ 10 mil, além das custas e honorários.
O episódio ocorreu em 30 de junho de 2023, quando o casal chegou ao hotel e soube que não havia reserva confirmada nem quartos disponíveis em seus nomes. O recepcionista tentou atender normalmente, oferecendo opções, mas houve agressões verbais e arremesso de objetos.
Conforme o processo, um réu arrancou o telefone da mão do funcionário e o jogou para longe, enquanto a outra ré jogou objetos do balcão em direção ao trabalhador. Testemunhas confirmaram a confusão na recepção; o gerente relatou que o funcionário ficou abatido e sem condições de continuar trabalhando.
Detalhes do caso
O casal alegou ter confirmado a reserva previamente e apontou falha no serviço do hotel como causadora da insatisfação. A defesa afirmou que não houve ofensa pessoal nem dano moral. Imagens de câmeras de segurança também foram analisadas para apuração do ocorrido.
Segundo o processo, o recepcionista passou a evitar atuar no período noturno e, pouco tempo depois, pediu demissão do emprego, que ocupava há cinco anos. A decisão mantém a indenização conforme o veredito da justiça.
Entre na conversa da comunidade