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Descascando tintas, revelando histórias por trás das obras

Centro Cultural Português de Santos reinaugura o Salão Cerejeiras após três anos de restauração, revelando pinturas originais e histórias não registradas

Histórias por trás da tinta de parede
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  • Pesquisadores da Universidade de São Paulo mostraram vestígios de pessoas que passaram pelo engenho em 1534, não registradas em documentos oficiais.
  • O Salão José Duarte, no Centro Cultural Português, em Santos, será reinaugurado no dia 20 após três anos de restauração.
  • O espaço ganhou o nome de Salão Cerejeiras em homenagem ao diretor José Duarte de Almeida, que liderou o projeto.
  • Camadas de tinta foram removidas para revelar as pinturas originais nas paredes, com arabescos restituídos pela restauradora Andreia Naline.
  • José Duarte levou a restauradora a Portugal para alinhar o trabalho à história do povo e manter a fidelidade histórica.

O Centro Cultural Português de Santos abre suas portas em breve para a reinauguração do Salão Cerejeiras, após restauração que durou três anos. O evento, marcado para o dia 20, reunirá autoridades e especialistas em preservação.

A obra removeu camadas de tinta que cobriam as pinturas originais, revelando o décor de tempos passados. O trabalho foi conduzido por uma equipe de restauradores liderada por Andreia Naline, com apoio técnico de especialistas da cidade.

O responsável pelo espaço, José Duarte de Almeida, é mostrado como o motor da recuperação. Ele coordena recursos e mantém a tradição do centro, que funciona como ponto de socialização de imigrantes portugueses na região.

Salão Cerejeiras e o legado histórico

Pesquisas da USP revelaram vestígios de pessoas que passaram pelo edifício e não constavam em registros oficiais, contribuindo para uma visão mais completa do passado do centro.

A restauração também destacou fases anteriores do prédio, que resistiu às mudanças ao longo de décadas. O centro histórico de Santos preserva a memória de uma comunidade lusitana que buscava oportunidades no Brasil.

O complexo permanece situado na Rua Amador Bueno e, segundo os organizadores, a reinauguração deverá marcar um novo capítulo da atuação cultural lusitana na cidade. Vale a visita para entender a história contida nas paredes.

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