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Excesso de telas é principal fator de esgotamento mental entre millennials

Excesso de telas e hiperconexão elevam esgotamento entre millennials, com jornadas longas e insegurança no trabalho ampliando riscos de burnout

Cultura da produtividade sem fim e o alto tempo de tela impulsionam o cansaço mental na geração nascida entre 1980 e 1990 – Foto: Magnific
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  • Excesso de telas e hiperconexão aparecem como fatores centrais do esgotamento mental entre millennials, geração nascida entre 1980 e 1990.
  • Um levantamento da Fortune aponta que cerca de 66% dos millennials relatam níveis moderados ou altos de esgotamento profissional.
  • Professores da USP dizem que vínculos instáveis, sobrecarga de trabalho e cobrança constante ajudam a provocar o burnout.
  • Jornadas longas, metas elevadas e insegurança no emprego aumentam a ansiedade, depressão e outros quadros de sofrimento psíquico relacionados ao trabalho.
  • A dificuldade de separar vida pessoal e profissional leva o lazer a seguir lógica de produtividade, com maior autoexposição nas redes e pressão para estar sempre disponível.

A pesquisa aponta que o excesso de telas é o principal fator de esgotamento mental entre millennials, grupo nascido entre 1980 e 1990. O levantamento destaca também a busca contínua por produtividade e a insegurança no trabalho como determinantes. A origem é um estudo citado pela revista Fortune.

Segundo os especialistas, a hiperconexão e a precarização do trabalho emperram o descanso. Vínculos instáveis, longas jornadas e metas altas aparecem como motores do cansaço mental entre jovens profissionais.

A geração cresceu em meio a expectativas de esforço constante para alcançar sucesso. A pressão por produtividade e a exposição digital favorecem a sensação de que o lazer precisa ter utilidade ou retorno, o que agrava a fadiga psicológica.

Atenção aos sinais é fundamental, já que a dificuldade de separar vida pessoal e trabalho aumenta o estresse. Redes sociais e validação pública passam a influenciar escolhas pessoais e profissionais.

Fatores e impactos

Dados da USP indicam que a hiperconexão contribui para padrões de comportamento padronizados. O desgaste envolve ansiedade, depressão e a síndrome de burnout, com reflexos diretos na saúde física.

Os docentes Marcos Neli e Vera Navarro destacam a relação entre jornadas extensas, insegurança no emprego e adoecimento mental. A mudança nas relações de trabalho eleva a pressão por desempenho constante.

Essa realidade amplia a percepção de falta de proteção ao trabalhador, segundo Navarro. O enfraquecimento de instituições como a Justiça do Trabalho aumenta a vulnerabilidade a vínculos desiguais.

Perspectivas profissionais

Especialistas ressaltam que a dificuldade de desligar o modo produtivo também afeta o bem-estar no tempo livre. O ato de descansar passa a ser permeado pela necessidade de postagens e atualização constante.

Neli aponta que a autoexposição busca manter o status de pessoa conectada ao mundo tecnológico. A busca por manter a empregabilidade reforça a pressão para acompanhar mudanças rápidas.

A conclusão prática é clara: sem políticas de proteção ao trabalho e sem limites claros entre atuação profissional e vida pessoal, o esgotamento mental tende a aumentar entre millennials.

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