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Florentina Holzinger em Veneza com jetskiers nus e sinos humanos

Pavilhão austríaco na Bienal de Veneza apresenta Seaworld Venice com nudez e jetski, urinário filtrado e aborda corpo, arte e ética na/performance pública

Rising from the waves … the artist as a bell clapper in Venice.
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  • Florentina Holzinger apresenta Seaworld Venice, na Villa Austríaca da Bienal de Veneza, com performances ao ar livre que combinam nudez, jetski e elementos de água e de descarte.
  • Em uma barca com guindaste, músicos tocam enquanto a guitarrista se prende ao guindaste; o sino de ferro é içado com uma performer suspensa dentro dele, enquanto a voz da cantora ganha destaque.
  • A montagem inclui jetski, contorcionismo, arcos de segurança e uma performer submersa por quatro horas em um tanque de vidro, cuja água é filtrada a partir de banheiros próximos.
  • A obra já gerou repercussão entre visitantes e nas redes sociais, levando à suspensão temporária da conta de Holzinger no Instagram após vídeos compartilhados.
  • A instalação questiona a relação entre água, lixo e arte, mantendo o tom de provocação da artista, que mistura humor, absurdo e temas como corpo feminino e poder da Igreja.

O Seaworld Venice, instalação performática da arte austríaca na Bienal de Veneza, envolve ações audaciosas, incluindo jetskiers nuas, sinos suspensos e uso de água filtrada de privada. O projeto, apresentado pelo Pavilhão da Áustria, provoca debates sobre nudez, ética e violência simbólica na instalação ao ar livre.

A performance é encenada em uma barca com guindaste, em frente a visitantes da imprensa e do circuito artístico. Um conjunto de músicos cria uma camada sonora intensa enquanto uma cantora e uma guitarrista realizam acrobacias de alto risco, com a dançarina suspensa dentro de um sino de ferro que sobe sobre o canal.

Os ingressos e a circulação de públicos ocorrem em um espaço onde o pavilhão funciona como templo, galeria, parque temático e lavatório coletivo. Em pleno centro do jardim, uma artista permanece quatro horas submersa em um tanque de vidro, envolta pela água tratada que vem de um sistema de sanitários adjacentemente ligado à instalação.

O projeto é assinado por Florentina Holzinger, coreógrafa e performer austríaca. Em Veneza, a artista já havia apresentado obras anteriores que misturam dança, circo e corpo, com recepção polarizada pela nudez e pela presença de temas considerados controversos pela crítica.

Holzinger descreve a operação como uma aposta contínua entre risco, humor e questionamento de normas. A equipe envolve performers com formação em circo, mergulho técnico e body modification, além de bailarinos, todos sob a coordenação de um grupo de direção que dialoga com a ideia de sustentabilidade no recinto.

A Bienal busca compreender o papel da nudez nesse tipo de montagem fora de teatros convencionais. A produção comenta que o espaço ao ar livre coloca desafios adicionais de segurança, logística e aceitação do público, sem afastar a proposta artística.

O Seaworld Venice permanece em exposição até 22 de novembro, na Áustria Pavilion, oferecendo uma experiência que conflita com padrões tradicionais de apresentação artística. A produção destaca que o objetivo é provocar reflexão sobre o consumo de água, resíduos e o papel da performance corporal na contemporaneidade.

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