- O Hospital Colônia de Barbacena, conhecido como Hospício de Barbacena, morreu “sem glória” e sob aplausos na manhã de quarta-feira, após uma semana de encerramento oficial.
- O encerramento contou com ex-pacientes, familiares e representantes da sociedade civil, que participaram de cerimônia marcada por relatos emocionados e memórias dolorosas.
- Durante a semana, houve exibição do filme “A Liberdade Escreve o Ponto Final” na Câmara Municipal, retratando a história do hospital e a luta por reconhecimento e justiça.
- O prédio hoje encontra-se em ruínas e em processo de tombamento pelo patrimônio histórico; a prefeitura planeja transformá-lo em um centro cultural e de memória.
- O encerramento marca o fim de uma era de sofrimento e o início de uma etapa de reconhecimento e valorização da memória coletiva.
O Hospital Colônia de Barbacena, conhecido como Hospício de Barbacena, encerrou suas atividades nesta quarta-feira, 19, com uma cerimônia marcada por aplausos e emoções. O encerramento ocorreu ao fim de uma semana de atividades oficiais no local, que ao longo de mais de sete décadas recebeu pacientes internados por dificuldades psiquiátricas.
Participaram da cerimônia ex-pacientes, familiares e representantes da sociedade civil, que acompanharam relatos sobre memórias dolorosas e relatos de resgate da dignidade. A semana de encerramento incluiu ainda a exibição de um filme sobre a história do hospital na Câmara Municipal.
Durante a programação, foi exibido o longa que retrata a luta por reconhecimento e justiça das pessoas que passaram pelo hospital. A cerimônia enfatizou a transição do espaço para um novo ciclo de memória e reparação histórica.
O prédio do antigo hospital, em ruínas, está sob processo de tombamento pelo patrimônio histórico. A prefeitura de Barbacena informou que o espaço será transformado em centro cultural e de memória, preservando as lembranças da instituição.
A desativação do Hospício de Barbacena marca o fim de uma era marcada por abusos relatados e negligências históricas, abrindo espaço para uma memória institucional mais ampla e ações de reparação. O local passa a figurar como referência de memória pública.
Segundo a prefeitura, o projeto de transformação pretende manter viva a história do espaço e das vítimas, promovendo educação e reflexão sobre saúde mental e direitos humanos. A expectativa é de que o centro cultural receba atividades institucionais e comunitárias.
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