- No primeiro trimestre, foram 501 furtos nos três principais aeroportos paulistas, com o Aeroporto de Guarulhos concentrando a maioria (nove em cada dez casos).
- Os furtos em aeroportos de São Paulo cresceram mais de 20% em relação ao mesmo período do ano anterior.
- A Polícia Civil prendeu 33 suspeitos; muitos atuam fingindo ser passageiros, observando distraídos e trocando bagagens.
- Especialistas recomendam medidas de prevenção: manter bagagens próximas, usar cadeados e ficar atento a documentos pessoais.
- A legislação ficou mais rígida: a pena máxima de furto pode chegar a seis anos de prisão.
Mais de 500 furtos de malas em aeroportos paulistas no primeiro trimestre: Guarulhos concentra a maior parte. Criminosos aproveitam distrações de passageiros para levar pertences, principalmente malas e mochilas.
Nos três maiores aeroportos de São Paulo, houve aumento de mais de 20% nos furtos neste ano em relação ao mesmo período de 2025. Em Guarulhos, 90% dos casos foram registrados neste período.
Câmeras de segurança mostram os golpes: um suspeito observa a vítima entre cafés e celular, troca a bagagem sem chamar atenção e parte rapidamente. Em outro flagrante, um casal deixa uma mala no carro; ao perceberem a bagagem esquecida, o motorista de táxi a leva.
Casos e desdobramentos
No total, 501 furtos foram registrados no primeiro trimestre nos três aeroportos. A Polícia Civil informou que 33 pessoas foram presas por envolvimento nos crimes durante o período.
Quase todos os suspeitos circulam no entorno dos terminais fingindo ser passageiros, segundo as autoridades. A identificação costuma ocorrer após a formalização da denúncia pela vítima.
Para reconhecer sinais de risco, a polícia orienta manter bolsas e malas sempre próximas, usar cadeados e redobrar a atenção com documentos pessoais. Especialistas também sugerem evitar afastar-se de pertences.
As autoridades destacam que a prevenção é essencial, já que o tipo de crime é difícil de evitar antes que ocorra. A análise de imagens começa a partir de denúncias e envolve reconstituição dos movimentos dos suspeitos.
A Lei de Furto, sancionada no início deste mês, endureceu as punições. A pena máxima passou a seis anos de prisão, antes era de quatro anos, aumentando o rigor jurídico sobre o tema.
Pedestres que viajaram recentemente relatam preocupação com documentos. A aposentada ouvida pela reportagem disse manter itens sob vigilância constante para evitar prejuízos.
Professores entrevistados mencionaram estratégias para reduzir riscos, como amarrar bolsas entre si e não se afastar de bagagens. As medidas são incluídas em roteiros de segurança para viajantes.
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