- O ataque ocorreu pela manhã no Centro Islâmico de San Diego, que abriga a mesquita e a Bright Horizon Academy.
- Três homens ligados ao centro foram mortos a tiros por dois suspeitos adolescentes, que mais tarde se suicidaram a poucos quarteirões do local.
- Um menino de nove anos, estudante da escola na instalação, ficou escondido em um armário com colegas enquanto ouvia dezenas de tiros na área externa.
- Ao serem resgatados, policiais arrombaram a porta de uma sala vizinha e conduziram os alunos para fora em fila, sem que o interior da mesquita tenha sido invadido.
- A Bright Horizon Academy informou que todos os estudantes ficaram em segurança e a violência provocou choque na comunidade local.
O ataque ocorreu na manhã de segunda-feira no Centro Islâmico de San Diego, na Califórnia. Três homens ligados ao local, incluindo um segurança que teria atuado para evitar um massacre maior, foram mortos a tiros por dois adolescentes que, logo depois, tiraram a própria vida a alguns quarteirões do local. Os estudantes da Bright Horizon Academy, escola integrada ao complexo, ficaram em segurança.
Odai Shanah, de 9 anos, estava entre dezenas de crianças forçadas a se esconder em salas de aula, quando ouviu uma rajada de tiros vindos de fora. Ele e os colegas foram rapidamente levados a um armário, onde permaneceram apavorados durante a troca de tiros, que envolveu a retirada de uma equipe de operações especiais.
Ao serem evacuados, os alunos foram conduzidos para fora do prédio sob escolta policial. Shanah relatou que viu portas sendo arrombadas em salas vizinhas conforme as autoridades avançavam pelo local. Os tiros cessaram sem que a parte interna da mesquita fosse invadida pelos atiradores, segundo as autoridades.
A investigação aponta que dois adolescentes foram os autores dos disparos. Eles morreram após tirarem a própria vida alguns quarteirões do centro religioso. Não houve confirmação de feridos entre os estudantes; todos foram localizados em segurança pela mobilização das equipes de atendimento e da polícia.
Pais de Shanah autorizaram o filho a falar sobre a experiência para a reportagem, ressaltando o impacto emocional do ocorrido. A mãe de Odai emigrou de Gaza para os EUA em 2006, enquanto o pai veio da Jordânia em 2015, conforme informações familiares citadas pela reportagem.
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