- A Holanda tem mais de novecentos moinhos de vento, símbolos tradicionais do país, originalmente usados para moer grãos e, hoje, também para bombear água e ajudar no controle de áreas alagadas.
- Em Zaandam, no bairro Zaanse Schans, há seis moinhos, casas históricas, um museu e lojas de queijos e tamancos; o Het Jonge Schaap é uma réplica de um moinho de 1680, reconstruído para serrar madeira.
- Kinderdijk, perto de Roterdã, abriga quinze moinhos do século XVIII para drenar áreas próximas; desde 1997 é Patrimônio da Humanidade pela Unesco e hoje muitos servem apenas para visitação.
- Em Gouda e outras cidades há moinhos que funcionam como museus ou atrações turísticas, como De Valk em Leiden, De Adriaan em Haarlem e De Gooyer em Amsterdã, este último o moinho de madeira mais alto do país.
- Outros moinhos continuam operando em menor escala ou servem a fins educativos, como De Put em Leiden (moinho de farinha aberto aos sábados) e De Molen van Sloten (visitas diárias e espaço para eventos).
A maioria dos moinhos de vento da Holanda permanece como símbolo histórico e turístico, com funções que evoluíram ao longo dos séculos. Hoje, muitos estão preservados em áreas urbanas e rurais, combinando moagem de grãos, bombeamento de água e memória cultural.
Zaandam, a 22 km de Amsterdam, abriga Zaanse Schans, um conjunto de seis moinhos, casas coloridas, museu regional e lojas de queijos e tamancos. O bairro reproduz o vilarejo holandês do século 19 e fica às margens do rio Zaan.
Zaandam e Kinderdijk: portas de entrada a um patrimônio vivo
Entre os moinhos de Zaandam está Het Jonge Schaap, erguido em 1680, demolido em 1942 e reconstruído entre 2005 e 2007 para serrar madeira movida pelo vento. A visita permite ver a hélice em ação.
Kinderdijk, próximo a Roterdã, reúne 15 moinhos do século 18 destinados a drenar áreas próximas para evitar alagamentos. Hoje, parte deles funciona apenas para visitação, reconhecidos pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade desde 1997.
Moinhos em cidades históricas
De Korenbloem, em Breda, funciona no ambiente urbano desde 1909, produz farinha e opera com apoio de voluntários; abre aos sábados com venda de farinha. Localizatione tranquila, com estacionamento na via pública.
De Put, em Leiden, finalizado em 1987, fabrica farinha para os moradores. Aberto aos sábados, vende misturas para pão e panqueca; fica às margens do rio Leine, próximo ao marco Rembrandt.
Destaques regionais em Gouda, Alkmaar e além
Gouda destaca dois moinhos: De Roode Leeuw aan de Vest, maior da cidade, ativo entre 1727 e 1920 e restaurado para servir como monumento com venda de farinha aos sábados. O Molen ’t Slot, de 1832, fica perto do centro antigo.
Na região de Alkmaar, Molen van Piet, inaugurado em 1769, ficou desativado, mas atrai a visitação por suas lâminas vistosas. Em Hellendoorn, Molende Hoop, de 1854, ainda produz farinha, com loja no local.
Moinhos de Goirle, Leiden e Amsterdam continuam vivos
Goirle abriga Molen Wilde, com usina de farinha e reformas recentes; a visitação ocorre quando a bandeira está hasteada. Leiden mantém De Valk, único moinho remanescente entre 19 da região; aberto ao público de terça a domingo, com acessibilidade limitada.
Amsterdam abriga De Gooyer, o maior moinho de madeira do país, tombado como monumento. Próximo fica De Molen van Sloten, em funcionamento diário, utilizado para drenagem e até casamentos. Haarlem tem De Adriaan, reconstruído em 2002 após incêndio de 1932, hoje atração turística com museu.
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