- A Polícia Civil de São Paulo deflagrou a Operação SP Advocacia Mais Segura, em parceria com a OAB-SP, para desarticular uma organização criminosa ligada ao golpe do falso advogado, com oito prisões na capital.
- A quadrilha movimentou cerca de R$ 10 milhões em seis meses, entre outubro de 2025 e abril deste ano, usando nomes de advogados e falsas decisões para convencer vítimas a transferir dinheiro, incluindo reprodução de voz para ganhar credibilidade.
- Ao menos 12 vítimas já foram identificadas, sendo que um morador de São José do Rio Preto perdeu R$ 35 mil; autoridades ressaltam que o número pode ser maior, pois nem todos os casos foram registráveis.
- A operação cumpre 26 mandados (10 de prisão temporária e 15 de busca e apreensão) e envolve sequestro de bens para eventual ressarcimento, mobilizando 70 policiais civis e 25 viaturas.
- A investigação indica uma estrutura sofisticada com atuação nacional, com indícios de vítimas em outros estados; uma pessoa presa teria movimentado mais de R$ 3 milhões em contas sem origem lícita, e os investigados podem responder por estelionato, lavagem de dinheiro e associação criminosa; a OAB-SP recomenda confirmar dados diretamente com o advogado e desconfiar de cobranças urgentes.
A Polícia Civil de São Paulo deflagrou nesta terça-feira a Operação SP Advocacia Mais Segura, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa dedicada ao golpe do falso advogado. A ação ocorreu na capital paulista e contou com a parceria da OAB-SP. Ao todo, são 26 mandados judiciais, com prisões, buscas e sequestro de bens.
A operação resultou na prisão de oito pessoas em diferentes bairros da capital. Segundo as investigações, o grupo movimentou cerca de R$ 10 milhões em seis meses, entre outubro de 2025 e abril deste ano. As vítimas tinham ações judiciais em andamento e eram induzidas a realizar transferências antecipadas.
De acordo com a Polícia Civil, os criminosos usavam indevidamente nomes de advogados e simulavam decisões judiciais para convencer clientes a pagar os valores. Em alguns casos, a voz dos advogados era reproduzida por tecnologia, aumentando a credibilidade do golpe. Ao menos 12 vítimas já foram identificadas.
A apuração indica uma estrutura sofisticada com atuação nacional e indícios de vítimas em outros estados. Uma das pessoas presas teria movimentado mais de R$ 3 milhões em contas sem comprovação de origem. A operação mobilizou 70 policiais civis e 25 viaturas.
O objetivo é reunir provas para relacionar o grupo a outros registros do golpe do falso advogado na região. Os presos responderão, na esfera policial, por estelionato, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Os investigadores seguem trabalhando para mapear a extensão do esquema.
Como funciona o golpe do falso advogado
Criminosos se passam por advogados ou funcionários de escritórios para contatar pessoas com processos em andamento. Eles alegam que há valores a receber na Justiça e exigem pagamentos antecipados para liberação, custas ou taxas processuais. Contatos costumam ocorrer por telefone, mensagens ou redes sociais, com uso de dados reais de profissionais.
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