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Pará concentra 11 dos 20 municípios com pior qualidade de vida, aponta estudo

Pará acumula onze dos vinte piores municípios do Brasil em qualidade de vida, com Jacareacanga líder entre os paraenses

Jacareacanga, no Pará. — Foto: Reprodução
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  • Onze dos vinte municípios com os piores índices de qualidade de vida do Brasil ficam no Pará, segundo o IPS Brasil 2026, que analisou 5.570 cidades com 57 indicadores.
  • Jacareacanga é o pior município paraense, com nota de 42,32 em uma escala de 0 a 100.
  • Entre as cidades paraenses com pior desempenho e baixa densidade demográfica (até 100 mil habitantes) estão Portel, Pacajá, Anapu, Uruará, Trairão, Bannach, São Félix do Xingu, Cumaru do Norte, Oeiras do Pará e Anajás.
  • O ranking mostra concentração de notas baixas na Região Norte, principalmente na Amazônia Legal; já o Sudeste apresenta as maiores pontuações.
  • A Amazônia Legal enfrenta fragilidades como perda de cobertura florestal, supressão de vegetação secundária, altas emissões de gases de efeito estufa e pouca área verde nos núcleos urbanos.

Onze dos 20 municípios com pior qualidade de vida no Brasil ficam no Pará, segundo o IPS Brasil 2026. O levantamento avaliou 5.570 cidades com base em 57 indicadores sociais e ambientais. Jacareacanga registra o pior desempenho entre as unidades paraenses.

Entre as cidades paraenses com menores índices e população de até 100 mil habitantes estão Portel, Pacajá, Anapu, Uruará, Trairão, Bannach, São Félix do Xingu, Cumaru do Norte, Oeiras do Pará e Anajás. Jacareacanga lidera o ranking estadual com 42,32 pontos.

Jacareacanga ocupa o segundo lugar no ranking nacional, com 44,32 pontos, em uma escala de 0 a 100. Outras cidades entre as 20 piores incluem Uiramutã (RR), Alto Alegre (RR) e Amajari (RR). A listagem mostra concentração de baixos índices na Região Norte, especialmente na Amazônia Legal.

Discrepâncias regionais e fatores em destaque

A Amazônia Legal abrange nove estados na região da bacia amazônica. A análise aponta fragilidades comuns, como queda de cobertura florestal e emissões de gases de efeito estufa. Além disso, há relatos de insuficiência de áreas verdes em muitos núcleos urbanos.

Entre os fatores que impactam indicadores sociais e ambientais estão a densidade demográfica, acesso a serviços públicos, educação e saneamento. O estudo ressalta que resultados ruins se concentram na região Norte, contrastando com as maiores pontuações no Sudeste do país.

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