- Tommy Carstensen mantém um dos arquivos mais sofisticados sobre Epstein, com gráficos interativos, análise de mais de um milhão de documentos e uma ferramenta de reconhecimento facial para identificar pessoas nas imagens.
- O movimento ocorre após críticas ao Departamento de Justiça por não cumprir a lei que determinava a desclassificação e liberação de arquivos de Epstein até 19 de dezembro de 2025.
- Jornalistas, pesquisadores e ativistas usam análises técnicas para extrair informações não óbvias dos materiais liberados pelo DoJ.
- A tecnologia de reconhecimento facial, baseada em limiar de semelhança de noventa e nove por cento, busca reduzir falsos positivos, com validação humana adicional.
- A nova base de dados aponta mais de cem pessoas não mencionadas nos arquivos de e-mails de Epstein e quase duzentas não relatadas previamente, incluindo figuras públicas; a identificação não implica wrongdoing.
Antes de mais detalhes, dois projetos independentes estão contribuindo para a organização e a clarificação dos arquivos relacionados a Jeffrey Epstein. Um deles é um arquivo público mantido por Tommy Carstensen, baseado na Dinamarca, que hospeda gráficos interativos, áreas temáticas, registros judiciais e transcrições de áudio e vídeo obtidos pelo DoJ. O segundo é um banco de dados de reconhecimento facial criado por Tristan Lee, disponível online para consultas de imagens presentes nos documentos originais.
Carstensen cuida de um dos acervos mais sofisticados da web sobre Epstein, com apoio de diversas ferramentas de visualização. Além de mapear propriedades e transações financeiras, o trabalho dele envolve a organização de mais de 1 milhão de documentos liberados pelo DoJ, segmentando-os por tema. O projeto também inclui um sistema de redação para proteger vítimas identificadas.
Contexto e motivações
O esforço de arquivamento ganhou impulso após críticas de deputados que acusaram o DoJ de não cumprir uma lei que previa a desclassificação e divulgação máxima possível dos arquivos até 19 de dezembro de 2025. Pesquisadores, jornalistas e ativistas passaram a aplicar análises técnicas aos materiais liberados para extrair informações não óbvias.
Banco de imagens e reconhecimento
O database de faces identifica pessoas que aparecem em imagens dos arquivos originais, usando tecnologia de reconhecimento facial com conferência de similaridade de 99%. A ferramenta visa reduzir falsos positivos e detectar figuras públicas, ao mesmo tempo em que leva em conta limitações do sistema para tons de pele e outras variáveis.
Limites e salvaguardas
As coleções contam com tentativas de validação cruzada entre diferentes modelos de reconhecimento e checagens manuais. Em alguns casos, indivíduos não aparecem nos registros anteriores, o que inclui pessoas não mencionadas nos emails de Epstein. A curadoria também redige informações para proteger vítimas e menores.
Interesses e impactos
Trabalhos de jornalistas e pesquisadores têm destacado a importância de esclarecer quem compunha o círculo social de Epstein e como suas redes operavam. O objetivo é oferecer contexto adicional para entender as relações entre as pessoas envolvidas e as atividades do núcleo de Epstein.
Controvérsias e governança
A divulgação de material sensível tem enfrentado críticas e debates sobre privacidade e uso responsável de dados. Um consórcio de organizações de vigilância e grupos de defesa acompanham o andamento das liberações e a aplicação de padrões de segurança, incluindo informações de vítimas.
Parcerias e acesso
Projetos como o de Carstensen contam com apoio de jornalistas, pesquisadores e voluntários que ajudam a manter o acervo atualizado. O método de acesso varia conforme regras de proteção de dados, com restrições para quem pode usar materiais sensíveis de maneira república ou comercial.
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