- PF deflagrou a operação Tirocinium contra uma facção ligada ao tráfico transnacional de cocaína e lavagem de dinheiro, que movimentou R$ 646 milhões.
- A ação busca cumprir dezoito prisões preventivas, trinta e uma buscas e apreensões e quatro medidas para tornozeleira eletrônica.
- Também foram atingidos 36 imóveis, dezenas de veículos e bloqueio de contas de trinta e cinco investigados, totalizando o valor de R$ 646 milhões.
- A facção, aliada ao Comando Vermelho e rival do Primeiro Comando da Capital, atua em portos de Santa Catarina e utiliza mergulhadores para ocultar drogas, exportando para Europa e África.
- A operação ocorre em dez cidades de Santa Catarina e em cidades do Paraná (PR) e Minas Gerais (MG); investigações iniciaram em 2023, com apreensão de cerca de 4,6 toneladas de cocaína e arsenal bélico.
A Polícia Federal deflagrou a operação Tirocinium contra uma organização criminosa voltada ao tráfico transnacional de drogas e à lavagem de dinheiro, com atuação em portos de Santa Catarina. A operação ocorreu na manhã desta terça-feira, visando desarticular o grupo que movimentou cerca de R$ 646 milhões.
A ação mira o Primeiro Grupo Catarinense (PGC). Ao todo, a PF busca cumprir 18 prisões preventivas, 31 buscas e apreensões, além de quatro medidas cautelares para tornozeleira eletrônica. Também há sequestro de 36 imóveis, apreensão de dezenas de veículos e bloqueio de contas de 35 investigados.
A ofensiva acontece simultaneamente em 10 municípios catarinenses, incluindo Joinville, Itajaí e Balneário Camboriú, além de cidades de Minas Gerais e do Paraná. As investigações começaram em 2023, a partir de flagrantes em áreas portuárias de SC.
Operação e desdobramentos
A PF identifica o grupo como organização estruturada e com atuação internacional, ligada a facções criminosas nacionais. Já foram apreendidas cerca de 4,6 toneladas de cocaína e efetuadas sete prisões em flagrante durante o processo.
O arsenal apreendido inclui fuzis, pistolas, granadas, munições e uma metralhadora calibre .50, evidenciando o poder bélico da instituição. Os portos de Navegantes, Itapoá e Imbituba aparecem como pontos logísticos para exportação da droga.
O relatório aponta ainda uso de mergulhadores para ocultar entorpecentes nos cascos de navios e inserção de drogas em cargas lícitas. Um esquema de lavagem de dinheiro utilizava empresas de fachada e operações comerciais fictícias, com mais de meio bilhão de reais movimentados nos últimos quatro anos.
Impacto e próximos passos
As medidas patrimoniais visam interromper a capacidade operacional do grupo e dificultar o financiamento de novas atividades ilícitas. Os presos devem ser encaminhados ao sistema prisional, à disposição da Justiça Federal em Itajaí.
A apuração segue para analisar o material apreendido, identificar novos envolvidos e consolidar provas para responsabilização penal. Fontes da PF reiteram que a investigação continua para mapear a extensão das atividades criminosas.
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