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Polícia prende membros da quadrilha do ‘falso advogado’ em São Paulo

Polícia prende oito suspeitos da quadrilha do “falso advogado” em São Paulo; golpe movimentou cerca de R$ 10 milhões em seis meses usando IA para clonar vozes

A OAB de São Paulo, que fez parte da operação desta terça, 19, chegou a lançar uma cartilha sobre golpes similares (OAB-SP/Reprodução)
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  • Oito pessoas foram presas em São Paulo, suspeitas de integrar a quadrilha do golpe do falso advogado.
  • O grupo teria movimentado cerca de R$ 10 milhões em seis meses (outubro a abril) usando IA para simular a voz de advogados.
  • Vítimas eram contatadas por mensagens ou ligações, falsas informações de escritório e documentos, pedindo envio de dinheiro para liberação de pagamentos ou alvarás.
  • A operação, chamada “Advocacia Mais Segura”, cumpriu oito mandados de prisão (faltaram dois), quinze mandados de busca e apreensão e um sequestro/ bloqueio de bens.
  • Doze vítimas já foram identificadas, com uma ocorrência em São José do Rio Preto que desembolsou R$ 35 mil; ações tiveram apoio da OAB de São Paulo, que lançou cartilha sobre golpes semelhantes.

Oito pessoas foram presas nesta terça-feira (19) na capital paulista, suspeitas de integrar uma quadrilha especializada no golpe do falso advogado. Segundo a Polícia Civil de São Paulo, o grupo movimentou cerca de 10 milhões de reais em seis meses, entre outubro do ano passado e abril deste ano, usando ferramentas de inteligência artificial para simular a voz de advogados.

O golpe segue a mesma dinâmica: vítimas com processos em andamento são abordadas por mensagens ou ligações simulando serem advogados ou responsáveis por escritórios. Os criminosos enviam documentos falsos, utilizam IA para reproduzir vozes reais e solicitam envio de dinheiro para liberação de pagamentos ou alvarás. Até o momento, 12 vítimas foram identificadas.

A operação, batizada “Advocacia Mais Segura”, ocorreu em âmbito nacional, com cumprimento de dez mandados de prisão previstos e oito cumpridos em São Paulo. Também houve quinze mandados de busca e apreensão e um de sequestro e bloqueio de bens para tentar congelar recursos obtidos de forma ilícita.

Uma das vítimas, morador de São José do Rio Preto, entregou 35 mil reais aos golpistas. A investigação aponta que o grupo atuava em diferentes estados, dificultando o rastreio devido à natureza digital dos delitos. A OAB de São Paulo lançou, em março, cartilha para alertar advogados e a população sobre golpes semelhantes.

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