- Rafa Kalimann relatou solidão durante a gestação de Zuza no documentário, dizendo precisar do apoio do companheiro, o cantor Nattan.
- A psicóloga Rafaela Schiavo afirma que a gestação pode trazer altos e baixos emocionais, com ambivalência entre amor, medo, frustração e insegurança.
- Para a especialista, a presença emocional vai além de estar perto: envolve escuta, divisão de responsabilidades e acolhimento, o que protege a saúde mental materna.
- A chegada de um bebê costuma sobrecarregar o casal, mas a parceria e a divisão de tarefas ajudam a reduzir a pressão emocional.
- A saúde mental paterna também precisa ser considerada, pois homens podem apresentar sofrimento psíquico durante a gestação e o pós-parto, não apenas distanciamento.
Rafa Kalimann abriu, em seu documentário, relatos sobre solidão vivida durante a gestação de Zuza. Ela disse ter enfrentado medo, ansiedade e fragilidade, destacando a necessidade de apoio do companheiro, o cantor Nattan. O tema ganhou repercussão nas redes sociais, evidenciando a experiência emocional de muitas gestantes.
A psicóloga perinatal Rafaela Schiavo, fundadora do Instituto MaterOnline, explica que a gestação costuma reunir sentimentos opostos. Amor e insegurança podem coexistir, especialmente quando a mulher se sente pouco amparada na rotina do dia a dia.
Solidão não se resume apenas à presença física. A especialista destaca que o apoio emocional envolve escuta, participação e divisão de responsabilidades, ajudando a reduzir a sobrecarga na saúde mental materna.
O documentário evidencia que a presença de um parceiro ativo pode atuar como proteção emocional. Segundo a psicóloga, dividir tarefas e acolher a gravidez evita que a gestante se sinta sobrecarregada, fortalecendo a parceria.
A conversa também sinaliza a necessidade de olhar para a saúde mental paterna. Ainda que a gestação seja um processo da mulher, o impacto emocional do pai pode ocorrer, e compreender esse contexto é essencial para a família.
Os primeiros meses após o nascimento são citados como fase de confusão emocional. Mudanças físicas, sensação de descolamento da gravidez e insegurança sobre o futuro influenciam o bem-estar de ambos os pais.
Além do aspecto emocional, mudanças no corpo, como ganho de peso e alterações na autoestima, também afetam a saúde mental. Reconhecer esse sofrimento não implica encarar a gestação como negativa, diz a especialista.
Quando o sofrimento é intenso, frequente ou compromete sono, apetite, rotina ou vínculos, orientar buscar apoio profissional. Falar sobre saúde mental materna ajuda a reduzir a culpa entre gestantes que não vivem o período como idealizado.
Sobre Rafaela Schiavo: psicóloga perinatal, criadora do MaterOnline, dedicando-se à saúde mental materna e autora de pesquisas que visam reduzir alterações emocionais durante a gestação e o pós-parto.
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