- Investigação aponta feminicídio: Giovana Neves Santana Rocha, 22 anos, foi encontrada morta em apartamento na Savassi, Belo Horizonte, no dia 9 de fevereiro; laudo indica asfixia mecânica.
- Suspeito Adalto Martins Gomes, 45 anos, conheceu a vítima por aplicativo, morou no imóvel dela poucos dias após o início do relacionamento e chegou a transferir contas para o nome dele.
- Polícia investiga possível interesse financeiro, já que Giovana teria cerca de R$ 200 mil na conta, provenientes da venda de um imóvel herdado da família.
- Câmeras de segurança mostram o suspeito como a última pessoa a deixar o apartamento, entre 6h e 7h da manhã; ele permaneceu morando no local após a morte e ajuizou ação de reconhecimento de união estável pós-morte.
- Familiares relatam mudanças de comportamento de Giovana, que se afastou da família e mantinha relacionamento controlador; Adalto tem histórico de violência psicológica, é casado, com quatro filhos, e já teve registro de importunação sexual.
A investigação aponta que Giovana Neves Santana Rocha foi morta no apartamento dela, na Savassi, em Belo Horizonte, após a entrada de Adalto Martins Gomes no imóvel. O caso, que inicialmente foi tratado como suicídio, passou a ser investigado como feminicídio. A prisão do suspeito ocorreu na sexta-feira, dia 15.
Segundo apurações, Giovana e Adalto se conheceram por meio de um app de relacionamento e mantiveram um namoro de cerca de quatro meses. A família relata afastamento da jovem de familiares e amigos, com mudanças de comportamento após o início da relação. Ela era estudante de psicologia e gestão da saúde, com diagnóstico de autismo e histórico de depressão.
A polícia afirma que o suspeito passou a morar no imóvel poucos dias após o começo do relacionamento e chegou a transferir contas do apartamento para o nome dele. Há indícios de possível interesse financeiro, já que Giovana teria cerca de 200 mil reais na conta, originários da venda de um imóvel herdado.
Giovana foi encontrada morta em 9 de fevereiro por uma amiga, que estranhou a ausência de contato. A entrada no apartamento revelou a vítima nua, deitada, com marcas no corpo. O Samu confirmou o óbito. O local também tinha um frasco de clonazepam e comprimidos próximos à cama, inicialmente sugerindo autocomposição.
O laudo de necropsia indicou asfixia mecânica, afastando a hipótese de suicídio. Imagens de câmeras mostraram o último registro do suspeito deixando o apartamento, entre 6h e 7h da manhã, antes da localização do corpo. Adalto permaneceu morando no imóvel após a morte.
Durante a investigação, a delegada responsável apontou que o comportamento do suspeito era controlador e manipulador, com desvalorização da vítima e afastamento de familiares. A defesa da mulher é considerada essencial pela polícia para entender o contexto do relacionamento.
Caso ainda tramita pelo Núcleo de Feminicídio da Polícia Civil de Minas Gerais. Adalto Martins Gomes, atualmente preso temporariamente, permaneceu em silêncio durante o depoimento. Os próximos passos envolvem confirmá-lo como autor e esclarecer motivações.
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