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Transtorno dismórfico corporal exige tratamento com psicoterapia

Estudo aponta diferenças no processamento de imagens no cérebro de quem tem transtorno dismórfico corporal, que requer psicoterapia

Montagem composta por 15 quadrados mostrando close-ups de várias partes do corpo humano, incluindo mãos, braços, pernas, tronco e rosto, com diferentes tons de pele e fundos coloridos variados.
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  • Transtorno dismórfico corporal (TDC) faz pessoas se fixarem em supostas imperfeições da aparência, não é vaidade; afeta entre dois e três por cento da população e geralmente surge na adolescência.
  • Estudos indicam que o cérebro de quem tem TDC processa imagens de modo diferente, com áreas que interpretam imagens de forma global menos ativas.
  • Sintomas incluem isolamento, evitar trabalho ou escola e passar longos períodos em comportamentos repetitivos, como examinar o próprio corpo ou buscar validação constante.
  • O tratamento costuma ser a terapia cognitivo-comportamental (TCC), que pode levar à remissão em boa parte dos pacientes; em alguns casos, há uso de antidepressivos e, quando grave, combinação de terapia e medicação.
  • Casos individuais mostram melhoria com TCC; pessoas passam a enxergar sua identidade além da aparência, destacando papéis como filha, profissional e cuidadosa.

Mandy Rosenberg, 35, convive com uma percepção distorcida de sua própria aparência desde a adolescência. Embora tenha cabelos loiros, olhos azuis e corpo definido, ela se fixava em uma mancha quase imperceptível na testa, chegando a se aproximar do espelho em atitudes extremas. O registro de sua experiência ilustra como o transtorno dismórfico corporal pode levar à procura de validação e isolamento.

Especialistas alertam que esse transtorno, muitas vezes confundido com vaidade, envolve sofrimento intenso e afeta o dia a dia. Pessoas com TDC podem se afastar de relacionamentos, trabalho ou escola e dedicar longas horas a examinar a própria imagem ou buscar repetidas opiniões alheias.

O que é o transtorno dismórfico corporal

Pessoas com TDC se concentram em detalhes que parecem irrelevantes para terceiros. O transtorno costuma surgir na adolescência e atinge entre 2% e 3% da população, embora a subdiagnosticação possa impedir números precisos. Pesquisas indicam diferenças na atividade cerebral relacionada ao processamento de imagens.

Sinais e sintomas

Quem tem TDC pode evitar convívios sociais, perder interesse por atividades e gastar tempo excessivo com rituais de observação. Alguns pacientes recorrem a chats com inteligência artificial em busca de validação, conforme relatos de terapeutas.

Entre as comorbidades, destacam-se depressão, fobia social, TOC e transtornos por uso de substâncias. Estudos apontam altas taxas de ideação suicida e de tentativas ao longo da vida.

Como é o tratamento

A terapia cognitivo-comportamental (TCC) tem eficácia variável, com muitos pacientes alcançando remissão. A TCC costuma incluir técnicas de exposição e prevenção de resposta, ajudando o paciente a enfrentar situações evitadas. Também há indicação de uso de inibidores de recaptação de serotonina, especialmente em doses elevadas, com a combinação de medicamentos e psicoterapia recomendada em casos graves.

Rosenberg relata que a TCC foi eficaz em seu caso. Como parte do tratamento, ela desenvolveu um diagrama de identidade, destacando aspectos como filiação, fé, cuidado com animais, profissão e valores pessoais, para além da aparência física. O objetivo é reduzir a dependência da imagem corporal para guiar a vida cotidiana.

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