- Gavião Peixoto, no interior de São Paulo, é a cidade com a melhor qualidade de vida do Brasil pelo terceiro ano consecutivo, com IPS de 73,10 pontos (escala de 0 a 100).
- O IPS Brasil 2026 avalia 57 indicadores sociais e ambientais em 5.570 municípios, destacando o desempenho paulista no ranking.
- Entre as capitais, Curitiba lidera com 71,29 pontos, seguida por Brasília (70,73) e São Paulo (70,64).
- O relatório aponta que infraestrutura consolidada, oferta regionalizada de serviços e proximidade entre cidades médias ajudam o desempenho do interior paulista.
- Na lista geral, além de Gavião Peixoto aparecem Jundiaí, Osvaldo Cruz, Pompéia e Curitiba; no fim, ficam Uiramutã, Jacareacanga, Alto Alegre e Portel.
Gavião Peixoto, no interior de São Paulo, lidera o IPS Brasil 2026 como a cidade com melhor qualidade de vida pela terceira vez. A nota é 73,10 em uma escala de 0 a 100, para 5.570 municípios, abrangendo 57 indicadores sociais e ambientais.
O IPS mede a capacidade de atender necessidades básicas, promover bem‑estar e gerar oportunidades. O estado de São Paulo concentra muitas das melhores colocações no ranking, com dez dos 20 primeiros municípios.
Para o coordenador do IPS Brasil, Beto Veríssimo, a qualidade de vida em São Paulo é mais homogênea. Ele destaca a “mancha azul” paulista, com alta qualidade distribuída no território, diferente de estados com clusters isolados.
Gavião Peixoto no topo
Com pouco mais de 4 mil habitantes, Gavião Peixoto fica próximo a Araraquara e abriga uma unidade da Embraer, o que eleva renda e empregos qualificados. O IPS aponta destaques como cobertura vacinal, saneamento, educação e conectividade.
Veríssimo ressalta que a cidade se beneficia de infraestrutura consolidada e integração regional. Mesmo municípios menores, segundo ele, podem oferecer boa qualidade de vida por estarem conectados a centros maiores.
Capitais: Curitiba na liderança entre as cidades
Entre as capitais, Curitiba ocupa a primeira posição, com 71,29 pontos, seguida por Brasília e São Paulo. Campo Grande e Belo Horizonte completam o top 5. Os menores índices entre capitais ficam com Salvador, Maceió, Macapá e Porto Velho.
Segundo o estudo, a diferença entre a capital melhor classificada e a pior supera 12 pontos. O Distrito Federal aparece como a melhor região entre estados, à frente de São Paulo e Santa Catarina.
Panorama regional e fatores de desempenho
O IPS aponta três Brasis: azul (Sudeste/Sul), intermediário (Nordeste/Centro-Oeste) e vermelho (Amazônia). Riqueza não garante melhor qualidade de vida; em São Paulo, a riqueza se traduz mais rapidamente em bem‑estar, diz Veríssimo.
Cidades pequenas aparecem bem posicionadas quando integradas a redes regionais estruturadas, com trânsito mais fluido, ambiente mais seguro e acesso a serviços.
Desempenho nacional e perguntas ainda em aberto
O relatório aponta melhoria gradual da qualidade de vida e avanços em conectividade. Ainda assim, questões como inclusão social, direitos e igualdade de oportunidades seguem como gargalos nacionais, segundo o estudo.
Na parte alta do ranking, Gavião Peixoto aparece seguido por Jundiaí, Osvaldo Cruz, Pompéia e Curitiba. Na outra ponta, municípios da Região Norte apresentam os menores índices, diante de desafios históricos de infraestrutura.
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