- A Geração Z está adiando marcos da vida adulta, como sair de casa, entrar no mercado de trabalho e formar família.
- Segundo o Conselho da Juventude da Espanha, a emancipação média é de 30,4 anos, o maior valor dos últimos vinte anos.
- Compare com as gerações anteriores: os pais já tinham comprado a casa e muitas vezes formado família nessa mesma faixa etária.
- Dados do INE indicam que a entrada na Previdência ocorre aos 22 anos, e a idade média para ter filhos vem aumentando, hoje em torno de 33,15 anos.
- A obtenção da carteira de motorista pela Geração Z ocorre entre 20 e 23 anos, bem mais tarde do que há vinte ou trinta anos.
A Geração Z tem mostrado dificuldade em assumir marcos da vida adulta, segundo dados e análises recentes. Mudanças no mercado de trabalho, na estrutura familiar e nas políticas sociais ajudam a explicar a tendência de adiamento de emancipação, casamento e maternidade.
Um relatório do Conselho da Juventude da Espanha indica que a idade média de emancipação entre jovens espanhóis é de 30,4 anos, a mais alta dos últimos 20 anos e entre as mais altas da Europa. O dado contrasta com gerações anteriores, que já conseguiam moradia estável e filhos nessa faixa etária.
Dados do INE apontam que a entrada no mercado de trabalho ocorre mais tarde hoje, com a Previdência Social chegando aos 22 anos em média. Em comparação, muitos adultos da geração anterior já estavam empregados ainda bem jovens, em idade inferior a 15 anos em casos.
A maternidade também vem ocorrendo mais tarde. Em 1976, a idade média era 28,5 anos; hoje é de cerca de 33,15 anos. A carteira de motorista na Geração Z também é obtida entre os 20 e 23 anos, enquanto há décadas a média girava em torno dos 18 anos.
Especialistas destacam que o atraso não é reflexo de imaturidade, mas de fatores econômicos e sociais. Jovens enfrentam custos educacionais elevados, dificuldades de acesso à moradia e incertezas no mercado de trabalho, o que reduz a pressão para alcançar marcos tradicionais rapidamente.
Além disso, a pesquisa mostra que a decisão de adiar etapas como a independência financeira, a formação de família e a autonomia pessoal tem relação com planejamento de longo prazo e com a priorização de experiência educacional e profissional.
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