- A Vigilância Sanitária de Belo Horizonte realizou nova vistoria na Maternidade Odete Valadares nesta quarta-feira, 20 de maio de 2026, após contaminação da água em setores críticos.
- A prefeitura informou que foram realizados procedimentos de limpeza e desinfecção dos reservatórios de água.
- A contaminação foi identificada em análises de 14 de abril pela empresa GHS Indústria e Serviços Ltda.; a bactéria Pseudomonas aeruginosa foi encontrada em áreas sensíveis, com níveis acima de 2.000 UFC/100mL em pontos críticos.
- O risco é considerado iminente para pacientes, principalmente recém-nascidos em unidades neonatais, incluindo possível infecção hospitalar, sepse neonatal e, em casos graves, mortes; também preocupa trabalhadores da unidade.
- Servidores da maternidade relataram ao sindicato que galões de água teriam sido deslocados para corredores durante a visita da Vigilância Sanitária; a posição oficial da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais está sendo aguardada.
A Vigilância Sanitária de Belo Horizonte realizou uma nova vistoria nesta quarta-feira 20 na Maternidade Odete Valadares, após identificação de contaminação na água destinada a setores críticos da unidade. A investigação segue para entender as causas, impactos e medidas adotadas pela maternidade.
Equipes técnicas já tinham vistoriado o hospital na segunda-feira 18, com foco no sistema de abastecimento e nas ações implementadas pela instituição. A prefeitura informou que procedimentos de limpeza e desinfecção dos reservatórios já foram realizados.
Relatório aponta bactéria em setores críticos
Conforme ofício do Sindsaúde-MG, analisados dados de amostras com presença da bactéria *Pseudomonas aeruginosa*, associada a infecções hospitalares graves. As concentrações mais elevadas ocorreram em setores críticos, como bloco cirúrgico, obstétrico, lactário, UCIM, pasteurização, Nutrição e Dietética, UTIN e CME. Em pontos sensíveis, os níveis excederam 2.000 UFC/100mL.
Risco para recém-nascidos e pacientes
O documento aponta risco iminente para pacientes, especialmente neonatos internados em unidades de cuidado. A bactéria pode causar infecções, sepse neonatal e até óbitos, além de expor trabalhadores a condições insalubres. O relato reforça a necessidade de biossegurança rígida nas áreas afetadas.
Relatos de servidores e posicionamento institucional
Servidores questionam a condução do caso, relatando que galões de água mineral teriam sido deslocados para corredores durante a visita da Vigilância Sanitária para demonstrar abastecimento, segundo o sindicato. A reportagem aguarda posicionamento oficial da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais sobre os apontamentos. A prefeitura reforçou que a Maternidade Odete Valadares integra a rede da Fhemig e é gerida pelo Governo de Minas.
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