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Deolane Bezerra registra BO após uso indevido de dados, aponta investigação

Relatório da Polícia Civil aponta que Deolane Bezerra movimentou recursos vinculados ao PCC, mesmo após registrar boletim por uso indevido de dados

Bilhetes de integrantes do PCC interceptados pela polícia penal no presídio de Presidente Venceslau, no interior de SP, deram origem à prisão de Deolane Bezerra. — Foto: Reprodução/TV Globo e Redes Sociais
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  • Um relatório da Polícia Civil de São Paulo aponta que Deolane Bezerra registrou boletim de ocorrência por uso indevido de seus dados dois dias depois que a polícia anexou provas de depósitos em suas contas ligados a uma facção criminosa.
  • A investigação afirma que a operação envolve uma transportadora de Presidente Venceslau que, segundo os investigadores, era usada pela cúpula da facção para lavar dinheiro e repassar valores a contas de Deolane.
  • Em 30 de março de 2022, dois dias após a descoberta dos depósitos, a influenciadora afirmou ter descoberto que terceiros teriam montado documentos falsos com seus dados.
  • O relatório sustenta que o sigilo bancário comprovou que as contas citadas eram, na prática, movimentadas pela própria Deolane, contrariando a versão de uso indevido por terceiros.
  • A defesa de Deolane nega envolvimento em atividades ilícitas; a operação Vérnix também prendeu outros suspeitos e envolve mandados de prisão contra Marcola e familiares.

O que aconteceu: Deolane Bezerra foi presa em uma operação que envolve lavagem de dinheiro ligada à facção PCC. A ação ocorreu no dia 21 de maio, em Barueri, na Grande São Paulo, durante cumprimento de mandados de prisão e busca e apreensão.

Quem está envolvido: além de Deolane, foram alvo a transportadora de cargas ligada à facção e o operador financeiro Everton de Souza, conhecido como Player. Também há mandado de prisão contra Marcola, chefe do PCC, já preso, e parentes dele. Outros investigados incluem Alejandro Camacho e dois sobrinhos.

Quando aconteceu: o caso tem desdobramentos desde 28 de março de 2022, quando foram anexados aos autos relatos de dispositivos apreendidos. Exatos dois dias após a polícia registrar depósitos suspeitos, em 30 de março de 2022, Deolane registrou o boletim de ocorrência.

Onde ocorreu: a prisão de Deolane ocorreu na residência dela, em Barueri, na região metropolitana de São Paulo. A operação foi deflagrada pela Polícia Civil com apoio do Ministério Público de São Paulo.

Por que aconteceu: o Ministério Público e a Polícia Civil investigam lavagem de dinheiro associada a uma estrutura da facção PCC, com a transportadora atuando como meio de repasse de recursos. O relatório aponta movimentações que teriam envolvimento direto de Deolane.

Como é a acusação: o relatório afirma que a influenciadora teria utilizado sua estrutura financeira para facilitar operações da organização criminosa. A polícia sustenta que o afastamento do sigilo bancário comprovou a movimentação das contas ligadas a ela.

Prova e defesa: a investigação aponta que imagens de comprovantes de depósitos estavam vinculadas a contas de Deolane. A defesa nega envolvimento, informou que os fatos serão esclarecidos, sem comentar detalhes operacionais.

Situação atual: Deolane está detida, com audiência de custódia prevista. A Polícia Civil informou que cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados à influenciadora e a outros investigados. A operação Vérnix envolve diversas frentes da investigação.

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