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Escritora laureada com Nobel admite uso de IA embelezar ideias, polêmica

Tokarczuk admite uso de IA para aprofundar o pensamento criativo; gerou polêmica, e autora afirma que não escreveu livro com IA, apenas para pesquisas

A autora polonesa Olga Tokarczuk, vencedora do Prêmio Nobel de Literatura 2018
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  • A escritora Olga Tokarczuk admitiu usar inteligência artificial para aprofundar seu pensamento criativo, citando o mercado editorial como motivo para buscar recursos tecnológicos.
  • Ela afirmou ter usado um modelo de linguagem avançado como ferramenta de apoio, destacando a necessidade de cautela por causa de possíveis alucinações e erros factuais.
  • Em um exemplo, a IA sugeriu músicas para uma festa de personagens e citou o grupo Golec Łokiestra, erro que parece referir-se a Golec uOrkiestra.
  • Tokarczuk divulgou uma nota ao Literary Hub explicando que não escreveu o próximo livro com IA, usando a tecnologia apenas para acelerar pesquisas e checagem de informações.
  • O romance que deve ser publicado no segundo semestre de 2026 na Polônia não terá ajuda da IA na sua escrita, segundo a autora.

A escritora Olga Tokarczuk, vencedora do Nobel de Literatura, está no centro de uma polêmica após confirmar o uso de inteligência artificial (IA) em parte de seu processo criativo. A declaração foi publicada pelo portal My Company Polska, gerando reações no meio literário.

Segundo a própria autora, o mercado editorial está enfrentando dificuldades para cobrir os custos de trabalhos extensos, o que a levou a recorrer a uma IA avançada para aprofundar o pensamento criativo. Ela afirma que a ferramenta apresenta grande potencial, mas demanda cautela quanto a alucinações.

A polêmica ganhou impulsos adicionais quando trechos da entrevista foram compartilhados por um dramaturgo nas redes, levando Tokarczuk a emitir uma nota de esclarecimento. A mensagem, endereçada ao Literary Hub, detalha o uso da IA como ferramenta de apoio, sem atribuir a textos futuros participação da máquina.

O que a autora disse sobre o uso da IA

Na nota, Tokarczuk esclarece que jamais escreveu seu próximo livro com IA ou com terceiros. Ela sustenta que sempre escreveu sozinha ao longo de décadas e que a IA funciona como instrumento para documentar e checar informações, com a devida verificação.

A autora acrescenta que a IA teve papel apenas na etapa preliminar de pesquisa, não na produção do romance que será publicado no segundo semestre de 2026 na Polônia. Ela também ressalta que algumas ideias podem ter origem em sonhos, ainda sujeito à avaliação de especialistas.

Sobre Olga Tokarczuk

Nascida em 1962 na Polônia, Tokarczuk é psicóloga de formação e já publicou contos, romances, ensaios e poesias desde 1989. Entre obras recentes estão títulos como Terra de Empusas, Correntes e A Alma Perdida, publicados pela Todavia.

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