- Investigação aponta que Deolane Bezerra abriu trinta e cinco empresas em Martinsópolis, num endereço de uma casa popular; a origem do imóvel não foi informada pela polícia.
- Além de Martinópolis, havia CNPJs em Santo Anastácio e Ribeirão Preto.
- Promotor afirma que a concentração de empresas pode indicar uso para lavagem de dinheiro e defende maior rigidez no registro de novos endereços.
- Investigações apontam que o PCC recebia repasses de uma transportadora ligada ao esquema, mesmo sem registro de prestação de serviço por Deolane.
- Defesa diz não ter acesso aos autos, e a influenciadora publicou nota alegando perseguição e injustiça.
A investigação que resultou na prisão de Deolane Bezerra nesta quinta-feira revelou que a influenciadora abriu 35 empresas em Martinópolis, interior de São Paulo, usando uma casa popular como endereço. A propriedade não foi identificada pela polícia como pertencente a ela.
Além disso, a operação aponta que Deolane mantinha outros CNPJs em Santo Anastácio e Ribeirão Preto, no interior paulista. A sobreposição de endereços não é, por si só, ilegal, mas pode indicar indícios de atividades ilícitas.
Contexto da investigação
Para o Ministério Público, a prática configura o que chamam de pejotização do crime organizado, com necessidade de controle mais rígido na abertura de novas empresas. A polícia considera o conjunto de empresas um possível “oceano de lavagem” de dinheiro ligado ao PCC.
As apurações indicam um modus operandi complexo, com várias transferências entre empresas do grupo para ocultar a origem dos recursos. A relação de Deolane com uma transportadora era vista como ponto inicial para aprofundar o vínculo com o crime organizado.
Desdobramentos e posicionamentos
Segundo investigadores, Deolane recebia repasses da transportadora, ainda sem comprovação de prestação de serviço. A polícia afirma já ter detectado outras ligações com a facção, sem incluir mais detalhes públicos.
A defesa afirma que o processo tramita em segredo de Justiça e que ainda não teve acesso aos autos. Nas redes, a influenciadora afirmou ser vítima de perseguição e injustiça, negando crimes.
Entre na conversa da comunidade