- Em fevereiro, a procuradora-geral de Nova York, Letitia James, abriu processo contra a Valve, acusando Counter-Strike 2 de violar leis locais ao usar caixas de loot que poderiam ser consideradas jogos de azar para menores de 18 anos.
- Em defesa, a Valve pediu que o processo seja totalmente desconsiderado pelo judiciário, comparando o sistema a cartas colecionáveis de baseball.
- A empresa afirma que as caixas de Counter-Strike 2 não são jogos de azar porque o jogador recebe exatamente o que pagou, sem interesse ou risco envolvidos.
- A Valve sustenta ainda que não há valor monetário ou item que possa ser trocado por dinheiro no processo, e que o mecanismo é similar a itens colecionáveis com recompensas “misteriosas”.
- Caso o processo prospere, a ação pode exigir alterações no caráter aleatório das recompensas e impor multa; a desenvolvedora argumenta que esse cenário ocorre também com outros itens colecionáveis.
Pessoas gostam de surpresas. Em Nova York, a procuradora-geral Letitia James moveu um processo contra a Valve em fevereiro, alegando que Counter-Strike 2 viola leis locais ao usar caixas de loot, consideradas potencialmente como apostas para menores de 18 anos. O objetivo é impedir o acesso de menores a esses itens.
O caso envolve a Valve, a desenvolvedora de Counter-Strike 2, e o município de Nova York. O processo questiona a monetização do jogo e a possível prática de apostas associadas às recompensas das caixas, sob a alegação de violação de leis estaduais.
Na resposta pública, a Valve pediu que o processo seja totalmente desconsiderado. A empresa sustenta que o sistema de loot é similar ao de itens colecionáveis de baseball, com as recompensas sempre entregues pelo que é pago, sem risco financeiro ou valor resgatável em dinheiro.
Defesa da Valve: desclassificar o processo
Segundo a desenvolvedora, não há elementos que indiquem jogo de azar, e não há troca de itens por dinheiro envolvida nas recompensas de Counter-Strike 2. A empresa afirma ainda que as caixas não configuram atividade proibida por lei, mantendo o foco na proteção ao consumidor.
A Valve compara as caixas de loot a outros itens colecionáveis, citando exemplos com recompensas misteriosas, Labubus e itens de basebal. Assim, a empresa afirma que não houve violação de leis de jogos de azar em Nova York e solicita o arquivamento da ação.
Caso o recurso seja bem-sucedido, o tribunal poderia excluir a alegação de práticas ilegais e impedir sanções ao estúdio, sem prejuízo à prática de artigos colecionáveis e itens com suspense. A demanda, conforme o material disponibilizado, também menciona a possibilidade de multas, caso haja violação comprovada.
Fontes: PC Gamer e veículos de cobertura da indústria.
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