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Centro de São Paulo vira galeria a céu aberto com mostra de fotojornalismo

Centro de São Paulo se transforma em galeria a céu aberto com 272 fotos e 13 vídeos na 20ª mostra de fotojornalismo da Arfoc-SP

Foto de Juca Martins, registrando o Carnaval no centro de São Paulo, nos anos 1970, em exposição na 20ª Mostra Anual de Fotojornalismo da Arfoc-SP
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  • Centro de São Paulo abriga a 20ª Mostra Anual de Fotojornalismo da Arfoc-SP, com 272 fotografias e 13 vídeos distribuídos em quatro núcleos expositivos, desde o último sábado.
  • A exposição ocupa espaços públicos e culturais, como a praça Dom José Gaspar, a Biblioteca Municipal Mário de Andrade, o Edifício Zarvos e a Galeria Arfoc.
  • Destaques incluem o ensaio de Eduardo Anizelli sobre a Operação Contenção no Rio de Janeiro, além de registros da Síria, esportes, cultura e cotidiano.
  • Homenageado do ano é o fotógrafo Juca Martins; há também 29 imagens de outros profissionais, entre eles Amanda Perobelli e Danilo Verpa.
  • A mostra traz a retrospectiva “20 Anos em 20 Imagens: A Seta do Tempo”, com imagens de 2006 a 2025 e QR Codes para acesso ao material completo.

A 20ª Mostra Anual de Fotojornalismo, promovida pela Associação de Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Estado de São Paulo (Arfoc-SP), transformou o centro de São Paulo em uma galeria a céu aberto. A mostra começou no último sábado, 16, e reúne 272 fotografias e 13 vídeos distribuídos em quatro núcleos expositivos. As imagens retratam tragédias, conflitos, esportes, cultura e transformações sociais no Brasil.

O passeio ocorre em espaços públicos e culturais da região central, entre a praça Dom José Gaspar, a Biblioteca Mário de Andrade, o Edifício Zarvos e a Galeria Arfoc. A iniciativa busca aproximar o público do fotojornalismo em um momento de saturação de imagens e de desconfiança na informação, segundo a organização.

A edição celebra duas décadas da mostra e destaca trabalhos de diversos fotógrafos, incluindo 29 imagens de colaboradores da Folha. O premiado ensaio de Eduardo Anizelli, da Folha, integra a seleção, ao lado de registros da Síria, de esportes, shows e aspectos do cotidiano. A homenagem principal fica por conta de Juca Martins, cofundador da agência F4, com um histórico de fotos desde os anos 1970.

Destaques e percurso curatorial

Entre os destaques, há imagens de trabalhadores em Serra Pelada, greves e moments do Brasil urbano, bem como registros da repressão durante o regime militar e da vida das comunidades LGBTQIA+. Em paralelo, a mostra enfatiza a trajetória de Amanda Perobelli, da Reuters, vencedora de prêmios internacionais e responsável por coberturas recentes sobre enchentes no Rio Grande do Sul.

A retrospectiva intitulada 20 Anos em 20 Imagens: A Seta do Tempo revisita registros de 2006 a 2025, com QR Codes que conectam o visitante ao material completo de edições anteriores. A curadoria enfatiza a construção de narrativas visuais fortes, não apenas a apresentação de fatos isolados.

Contexto e visão

A organização destaca o papel do fotojornalismo na era das redes sociais e da produção massiva de imagens, ressaltando a importância de ética e credibilidade. O presidente da Arfoc reafirma que a profissão não acabou, defendendo a valorização dos profissionais diante de transformações nas relações de trabalho e na circulação da informação.

O conjunto da mostra busca apresentar imagens que contem histórias com começo, meio e fim, contribuindo para uma visão mais consistente do Brasil. A curadoria afirma que o retrato exibido reflete um país contraditório, marcado por violência, porém também por criatividade e resiliência.

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