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Deolane Bezerra fica em penitenciária feminina em Tupi Paulista, SP

Deolane Bezerra permanece em penitenciária de Tupi Paulista, sob suspeita de lavar dinheiro do Primeiro Comando da Capital, com envolvimento de mais de trinta empresas

Deolane Bezerra está em penitenciária feminina em Tupi Paulista, interior de SP
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  • Deolane Bezerra está em penitenciária feminina em Tupi Paulista, a 600 quilômetros de São Paulo, suspeita de lavar dinheiro do PCC.
  • Ela foi presa em Barueri, na Grande São Paulo, na sexta-feira (22); investigação aponta que é peça central na lavagem de milhões para a facção.
  • Em 2019, bilhetes na penitenciária de Presidente Venceslau mencionavam pagamentos a Deolane por uma transportadora ligada ao PCC; não há registro de serviços prestados.
  • Na audiência de custódia, ela afirmou que os repasses eram honorários e se emocionou ao ouvir a advogada mencionar a filha ao pedir prisão domiciliar.
  • O Ministério Público aponta que 35 empresas ligadas a Deolane são investigadas; ela teria recebido mais de R$ 1 milhão em depósitos fracionados; o grupo envolve o chefe do PCC, Marco Camacho, três parentes e Everton Souza, com defesa alegando inocência.

Deolane Bezerra, influenciadora, está detida em uma penitenciária feminina em Tupi Paulista, no interior de São Paulo. Ela é suspeita de lavagem de dinheiro ligado ao PCC. A prisão ocorreu na sexta-feira (22) em Barueri, na Região Metropolitana, e, após a apreensão, houve deslocamento para o interior do estado, com a chegada à penitenciária por volta do meio-dia.

Segundo a polícia, Deolane é peça central em um esquema de repasses financeiros que supostamente movimentava milhões para a facção. A transferência entre unidades prisionais foi iniciada antes do amanhecer, com saída do presídio feminino de Santana, na capital, em direção ao oeste paulista.

Desenvolvimento da investigação

Em 2019, foram encontrados bilhetes na penitenciária de Presidente Venceslau mencionando pagamentos a Deolane por meio de uma transportadora vinculada ao PCC, embora não haja registro de serviços prestados. Em audiência de custódia, ela alegou que os repasses eram honorários, enquanto a defesa apontou pressão emocional ligada à filha para solicitar prisão domiciliar.

A operação também envolve o chefe do PCC, Marco Camacho, três parentes e o operador financeiro Everton Souza. O Ministério Público aponta que parte do dinheiro era misturado aos recursos da advogada, dificultando o rastreio. Ao todo, pelo menos 35 empresas ligadas a Deolane são investigadas no inquérito. A defesa de Everton não foi localizada, e a da ré afirma a inocência.

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